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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Cultura na Baixada Fluminense – Eleições 2012 e Perspectivas





Jorge Cardozo (com bons pitacos do Álvaro Maciel)


Sobre as eleições 2012, os resultados do PT não foram bons em Nova Iguaçu, Belford Roxo e Mesquita. O bicho pegou geral. Também em Nilópolis, onde tínhamos proximidade, o trabalho será desarticulado. Duque de Caxias permanece uma incógnita. Alinhada com as nossas formulações gerais de políticas públicas, só mesmo a galera de São João de Meriti.
Enfim, mais e mais devemos acreditar e trabalhar uma frente que possa (re) organizar a sociedade civil, trazendo artistas, produtores, agentes, militantes da cultura na região, de preferência começando por iniciativas localizadas que possam vir a crescer até formar um frentão, de modo a contribuir para  que a  Baixada Fluminense saia do isolamento e da invisibilidade.

Como já desconfiávamos, para 2013/2014, não será pela via da participação em governos locais (ainda que esta seja uma arena importantíssima) que haverá a promoção de mudanças efetivas. Mas sim pela articulação de setores da sociedade interessados e/ou envolvidos na questão cultural, ainda que hoje não plenamente participativos. É fundamental, portanto, envolver a juventude, os profissionais de música, vídeo, teatro e outras áreas; os militantes da igualdade racial, a galera do samba, o povo LGBT, nosso pessoal que atua em educação, e as direções municipais do PT; todas e todos e mais as suas intercessões. As gestões se acabam, os governos se desfazem, quem chega tem receio de colocar azeitonas na empada de quem sai. E assim desmontam-se programas, projetos e trabalhos coletivos. Assim perde-se a memória da luta pela transformação, parecendo às vezes que o tempo todo se retorna ao ponto zero. 

Somente a partir de uma mudança no nível de consciência de parcelas expressivas da população, poderá haver uma mudança para melhor, constituindo novos e permanentes alicerces para o desenvolvimento cultural da Baixada. Sem basismo, mas sem crenças míticas de que governos nos quais participamos ou possamos vir a participar, às vezes pelas beirolas, em alianças artificiais, tragam avanços de fato para a nossa área.

A gestão pública de cultura tem se revelado extremamente frágil, quando não inexistente, na maioria das cidades da região. Os novos governos, pelo menos até agora (claro que é cedo para cobranças, mas não para apontar caminhos), não demonstraram nenhuma abertura de melhores perspectivas para a área. Nas demais cidades, especialmente as das “pontas” da Baixada (ou seja, Japeri, Queimados, Paracambi, Seropédica e Itaguaí de um lado; e, do outro, Guapi e Magé), em que pese à boa vontade e dedicação de alguns gestores, a pasta da cultura não tem verba para andar com as próprias pernas e nunca foi tratada como prioridade por parte dos chefes dos executivos municipais.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Nota - Suspensão dos Editais de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.



No ano passado foi realizado um grande evento para o lançamento dos Editais de Cultura do Estado do Rio de Janeiro para o biênio 2011/2012. O montante de recursos girava em torno de R$ 40 milhões e os certames atingiam vários setores da cultura e diversas expressões artísticas.

Infelizmente, ontem (27/07) a Secretaria Estadual de Cultura do Estado do Rio de Janeiro em sua página oficial na internet informou que suspendeu os 5 (cinco) Editais em curso. Segundo o informe, houve um grande contingenciamento no governo estadual, porque as arrecadações estão aquém do previsto.

Mais uma vez são as políticas culturais que sofrem com os problemas de gestão dos governos. Os recursos e as ações que já são parcos no âmbito estadual, agora correm o risco de desaparecer.

A Secretaria Estadual de Cultura do Partido dos Trabalhadores - RJ entende que imprevistos e problemas acontecem em qualquer instância governamental, contudo, uma modificação desse porte, deve ser feita da forma mais transparente e democrática possível. Acreditamos que o diálogo com a sociedade é fundamental para estabelecer parâmetros, diretrizes e prioridades para a construção de políticas públicas sólidas e eficientes.

Como instância partidária do Partido dos Trabalhadores, no cumprimento de nossa função,  ratificamos nosso compromisso com a Cultura e nos colocamos ao lado dos artistas e fazedores de cultura do Estado do Rio de Janeiro.


Secretaria Estadual de Cultura PT/RJ

terça-feira, 26 de junho de 2012

PT, MARCOS REGULATORIOS E BASES SOCIAIS.


*por Lino Rocca



Na reunião da SECULT/PT-RJ realizada em Nova Iguaçu o companheiro Eduardo Lurnel em dado momento levantou uma questão que ficou martelando até agora na minha cabeça, e por isso, escrevo este pequeno artigo. Tentando me lembrar de suas palavras, mas tendo certeza que o sentido da afirmação era este, disse ele: “Construir marcos regulatórios não significa nada, sem uma base organizada para promovê- los”.
Esta colocação é uma verdade da práxis e, portanto, a afirmação carrega para nós petistas, uma constatação clara: “As mudanças do estado brasileiro via institucionalidade só serão possíveis, se caminharmos em consonância as duas proposições”. Para mim, este tem sido o nosso grande dilema: como fazê-lo dentro do nosso processo de governabilidade?

Partindo do pressuposto que realmente somos os sujeitos da transformação radical da sociedade brasileira, vimos que ao longo desses anos travamos batalhas homéricas com status quo para as mudanças dos marcos regulatórios como: Lei da Comunicação, Lei da Imprensa, Lei de Incentivo à Cultura, Sistema Nacional de Cultura, Controle do Judiciário, Reforma Eleitoral, Comissão da Verdade e muitas outras. Sem dúvida, me parece que este período e presumo até o final do segundo mandato da presidenta Dilma, nosso esforço deverá ser a consolidação das mudanças nesses marcos regulatórios que constituem a legalidade e institucionalidade da sociedade brasileira. 

Ao caminharmos neste sentido estabeleceremos as mudanças no campo sociometabólico de nossa coletividade, e se somos os sujeitos desta transformação, logicamente, a promoveremos ou será que temos duvidas sobre as mudanças propostas por nós. O Brasil mudou não só porque economicamente melhoramos a vida do brasileiro comum, sobretudo, por desestruturarmos as antigas bases elitistas, classicistas, sexistas, discriminatórias e preconceituosas de nossa sociedade. Daí, a luta para transformação dos marcos regulatório é essencial para o processo de transformação da sociedade brasileira.

Por outro lado, sabemos que o compasso da governabilidade e os desejos e anseios das bases sociais não convergem sempre nas mesmas angulações a todo momento. Então, cabe a nós militantes partidários ter a clareza da necessidade de perceber o instante que deveremos voltar a nossa “atensão” para o fortalecimento e organização das bases sociais para promoção e implantação desses novos marcos legais.

Dentro desta perspectiva e entendendo que a leitura do companheiro pode até denotar um tom pessimista em relação ao assunto, é que me posiciono afirmando a necessidade capital das mudanças dos marcos regulatórios como os primeiros instrumentos para transformação de nossa sociedade. Por isso, devemos trabalhar por uma base partidária ampla para a governabilidade, por mais que nos pareça contraditório, porém, real para os enfrentamentos necessários. Levaremos tudo? Não! Contudo, creio que estaremos erguendo uma via segura para bases sociais possam se movimentar no processo de avanço da transformação de nossa sociedade. Esse é o nosso papel histórico e somos Petistas o bastante para isto!

*Lino Rocca
Subsecretario de Cultura de Nova Iguaçu - Membro da SECULT /PT-RJ

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Parabéns! PT/RJ, militância, agentes culturais e poder público - avanços e conquistas.


Nestes dois últimos dias (15 E 16/05) estive em duas reuniões de extrema relevância para Cultura brasileira, a primeira foi na audiência publica promovida pelo Deputado petista Robson Leite, na ALERJ , para uma consulta pública sobre uma lei estadual para o Programa Cultura Viva, portanto , tratando dos Pontos de Cultura no Estado do Rio de Janeiro,  inclusive, afirmando a política federal em votação no Congresso.  A outra foi a reunião com Prefeito Eduardo Paes, na sede no “Tá na Rua”, sobre o veto a Lei de liberação de uso do espaço publico para os artistas de rua encaminhada pelo Vereador Reimont, também, com a presença do vereador Adilson Pires, ambos parlamentares petistas.
         Dois momentos significativos no mundo da Cultura que apresentam nossas lideranças políticas envolvidas com a questão. É por isso que nós petistas devemos refletir e entender na prática o papel central da Cultura na construção do campo simbólico da Política no Brasil.
         Por isso, gostaria de iniciar ressaltando o papel fundamental da  SeCult-PT –RJ na ação de convencimento  junto a essas lideranças na luta pela Cultura, o  que como membro efetivo me orgulha muito.  Em seguida, gostaria de enaltecer a militância e perseverança dos agentes culturais ligados ao avanço das conquistas de descentralização, socialização e territorialização da Cultura que através de suas movimentações provocam o deslocamento da maquina política – administrativa do estado brasileiro. Parabéns para todos nós!!
          A reunião com Prefeito Eduardo Paes foi muito boa com um discurso propositivo e ao mesmo tempo desafiador, demonstrado a sua vocação de homem publico. Nós militantes culturais saímos com uma surpreendente conquista, pois, a capital cultural do país não só consolidou uma lei, garantindo as ações dos artistas de ruas, quando o Prefeito do Rio assumiu a derrubada de seu próprio veto, colocando a bancada do governista, na agilização da promulgação da Lei em 15 dias, mas também, quando o mesmo assumiu a criação de um Edital especifico de financiamento para os Artistas de Rua. Inacreditável! Neste ato o Rio de Janeiro deu o primeiro passo para o aprofundamento concreto na definição do conceito “Arte Pública” no país. Afinal, as conjunções destas duas ações solidificam a construção de uma política pela e para Arte Pública no Brasil.
        A reunião na ALERJ com o deputado Robson Leite foi de extrema importância por colocar  a discussão do Programa Cultura Viva – Pontos de Cultura, outra ação fundamental para solidificação da Arte Pública no Brasil, na pauta do governo do Estado do Rio de Janeiro que vem demonstrando através de sua Secretaria de Cultura o interesse e fortalecimento deste Programa.
         Momentos importantes, construções históricos ganhando corpo de realidade. Trabalho muito, percalços enormes, mas sempre orgulho de ser petista nesta construção.
         Desta vez, os parabéns são para o Prefeito Eduardo Paes, para o Vereador Reimont pela iniciativa na luta institucional e para O Deputado Robson Leite pela iniciativa em encaminhar o projeto de Lei do Programa Cultura Viva – Ponto de Cultura na ALERJ.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Regionalização – o novo caminho petista para o Estado do Rio de Janeiro


No dia 01 de abril de 2012, iniciou-se uma nova perspectiva para Secretaria Estadual de Cultura do Partido dos Trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro, na busca de um novo modelo de articulação dentro do estado e na organização partidária. Desde longa data, este coletivo vem apontando para necessidade de aprofundar a regionalização como principio para um novo modelo de articulação social e partidária. Perceber e fortalecer os agrupamentos dos municípios, onde a política real se dá de fato, em organizações regionais, é fundamental para potencializar uma política de integração estadual, percepção cada vez mais nítida para conjunto da militância. Não sei, exatamente, se o nosso coletivo é o primeiro a dar o passo efetivo nesta direção, mas o concreto é que nos o realizamos ao agraciarmos uma chapa única atendendo, tanto o campo da regionalização, como o das correntes de uma maneira geral.
                 A primeira tarefa, finalmente, a fizemos. Cabe agora identificar as nossas prioridades de ações. No meu ver, elas se dividem em dois campos: uma pela organização interna partidária e outra na construção de diretrizes de atuação na sociedade.
                 No campo da organização partidária o desafio atual é aprofundar e empoderar a perspectiva da regionalização, identificando na conjuntura do momento quais as regiões (conjunto de municípios) avançam para ampliação do quadro partidário e para conquista do espaço político eleitoral, fortalecendo suas lideranças e ações nas instâncias partidárias.
                 Já no campo da interlocução com a sociedade é prioritária a definição de diretrizes e metas que consolidem um programa municipal que consequentemente, aponte para integração regional como modelo de desenvolvimento político, social e econômico.
                  Ademais, fica o nosso apoio e saudações ao Secretario eleito Álvaro Maciel que ao longo do seu primeiro mandato teve a capacidade de semear as bases para esta nova empreitada que se apresenta como avanço para nós petistas do Estado do Rio de Janeiro. 
 Linno Rocca é Subsecretário de Cultura de Nova Iguaçu.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Participação do Secretário Álvaro Maciel no debate sobre a Elaboração Final do Plano Municipal de Cultura de Nova Iguaçu

Caros Companheiros,
                                 A participação do Secretário Álvaro Maciel no dia 20/01 no debate inaugural sobre a Elaboração Final do Plano Municipal de Cultura da cidade de Nova Iguaçu, foi recebida com extremo agrado e carinho. Nós petista locais representados pelo nosso Secretário Municipal de Cultura Anderson Àvila e eu, nos sentimos gratificados, não só pela presença como pela bela e importante fala feita por nosso Secretário da instância partidária.
                                  Tendo em conta que no decorrer desses sete meses que fazem esta gestão, que poderiamos brincar de "sangue puro", vem redesenhando o sentido republicano e democratico da gestão, com transparência, diálogo, participação, e, principalmente com resultados estruturantes que ficarão mesmo depois de nossa passagem, como gostar de ressaltar o nosso Secretário e companheiro Anderson Ávila.
                                   Contando , ainda, neste mesmo dia com as brilhantes intervenções dos companheiros  Fabio Lima, representando Minc e Flávio Aniceto corroboraram para afirmação e constatação, que esta geração fundadora da SeCultPT no Estado do Rio de Janeiro, vem ao longo dos anos se preparando e aperfeiçoando para assumir o seu papel de direção na construção de uma politica para o setor da Cultura em todo o país.
                                   Saber que contamos com apoio e carinho de todos da SeCultPT/RJ, nos faz caminhar com firmeza para construção de um Brasil melhor.
Saudações Petissta com 94% de aprovação pelo Data, quem viveu viu!!

Lino Rocca - Subsecretário de Cultura

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Nova Iguaçu - RUMO AO PLANO MUNICIPAL DE CULTURA


*Por Lino Rocca

Hoje, com a gestão petista sob a liderança do Secretario Municipal de Cultura Anderson Ávila, conhecido como Anderson Batata, coloca de novo a cidade de Nova Iguaçu alinhada com a política cultural orientada pelo Ministério da Cultura e implantada aqui ao longo dos Governos Lula e agora Dilma conhecida pelos gestores e especialistas da área de CPF da Cultura, pois todo o programa do Sistema de Cultura é baseado no tripé Conselho de Cultura, Plano de Cultura e Fundo de Cultura e voltado para as três esferas de poder.

A gestão petista na cidade Nova Iguaçu tem um trabalho pioneiro nesta questão, sendo uma das poucas cidades do país a ter um Conselho Municipal atuante e a promover a execução do seu Fundo Municipal, que no nosso caso, já está indo para sua segunda execução, fatos que nos colocam num patamar avançado e único na gestão da Cultura do país. Ao percebermos a dimensão histórica das tarefas já executadas por nós e por executar, devemos ter orgulho do sermos petistas, por estabelecer no país bases sólidas para consolidação de políticas públicas para o setor que promovam o sentido republicano da coisa pública, a democratização, a descentralização e a inclusão de toda à sociedade nos processos de criação, fomento e difusão da Cultura no país. Isto Nova Iguaçu faz algum tempo desde o governo de nosso companheiro Lindberg Farias.

Neste momento cabe a nós, a pedido de nosso Secretário, elaborar o texto base do Plano, fomentar e encaminhar esforços para o fortalecimento de nosso Conselho Municipal convocando toda a comunidade cultural para participar das possíveis Comissões Temáticas ou Câmaras Setoriais, com intuito de identificarmos as nossas produções, peculiaridades e necessidades, possibilitando a nossa inserção no Sistema Nacional de Cultura/SNC com a estruturação do nosso Plano Municipal de Cultura.

Desde o governo Lula em consonância MINC, Nova Iguaçu na gestão da Cultura vem construindo um diálogo profícuo com toda sociedade, promovendo uma gestão compartilhada entre poder público e sociedade civil organizada, na qual os dois lados têm responsabilidades e deveres a cumprir. O Plano Municipal de Cultura é peça fundamental para a consolidação das políticas públicas de Cultura como políticas de Estado e não de Governos.

Desta forma, um Plano Municipal de Cultura vem consolidar o processo em curso em nossa cidade, através das quatro Conferências Municipais de Cultura realizadas por nós ao longo destes anos, devendo ser elaborado em Fórum específico e constituído por toda sociedade para que a partir das idéias e propostas apresentadas por intelectuais, artistas, produtores, gestores públicos e privados e de todo cidadão interessado na questão, possamos constituir um debate amplo, rico e democrático, onde todo iguaçuano possa se sentir refletido. Assim, este Plano significará a consolidação de um grande pacto político no campo da Cultura, pois será transformado em Lei pela Câmara de Vereadores construindo um planejamento estratégico estabelecidos em metas a consolidar nos próximos dez anos.

Para isto, neste momento apontamos em consonância com MINC as seguintes diretrizes gerais para o plano:

1) A Cultura como política de Estado.

2) A Cultura como elemento de construção de valores simbólicos e desenvolvimento econômico e social.

3) Valorização da Gestão Democrática e descentralizada das ações e recursos.

4) Valorização da Diversidade reconhecendo a existência de múltiplas culturas dentro de uma mesma sociedade.

Além disto, apontamos duas questões centrais para organização deste Fórum:

1) A clareza que este Plano deve definir os conceitos de política cultural, apresentar diagnósticos e apontar os desafios a serem enfrentados em cada segmento da área Cultural identificados em nossa cidade, e por fim, formular diretrizes gerais e estruturar a intervenção do governo municipal através de programas estratégicos que agrupam tematicamente projetos e ações a serem implementados nos próximos dez anos.

2) Entender que os Planos: Nacional, Estadual e Municipal de Cultura consolidam políticas de Estado e não de Governos, que articulados entre si promovem um Sistema integrado de Cultura, potencializando cada esfera governamental de maneira que cada um, no seu ambiente geográfico e sociopolítico, promova ações que inter-relacionadas, constituem um todo ou seja uma política de Cultura para todo o país.

Então, companheiros e sociedade iguaçuana, vamos juntos rumo ao Plano Municipal de Cultura de Nova Iguaçu!!!

*Lino Rocca é Subsecretário de Cultura da cidade de Nova Iguaçu., Diretor Teatral e produtor cultural.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Do gozo a desmistificação – um caminho para prática teatral


*por Lino Rocca


Este texto nasce a partir da leitura de uma palestra dada pelo filosofo francês de origem argelina Louis Althusser num encontro com o importantíssimo Teatro Piccolo de Milão no meados de 1969 abordando os pensamentos de Marx e Brecht e entendendo-os como exercícios de duas práticas inovadoras. Segundo ele é evidente que Marx de um lado, e Brecht, de outro, identificaram que a Filosofia e o Teatro têm profundas relações com as Ciências, de um lado, e com a Política, de outro.


Para Althusser Marx e Brecht compreenderam cada um à sua maneira, que a questão central da Filosofia e do Teatro era manter com a Política uma relação mistificada. Ambas as estruturas são fundamentalmente determinadas pela Política, e, contudo, fazem de tudo para negar essa determinação, ou melhor, para fingir que escapam dela. A Filosofia e o Teatro falam sempre para encobrir a voz da Política. E conseguem muito bem. Althusser diz: ”Elas existem apenas através dela, e ao mesmo tempo elas existem para suprimi - lá, justamente à qual elas devem sua existência”.


Para Althusser o resultado é bem conhecido: “a Filosofia passa seu tempo afirmando que não faz Política, que está acima dos conflitos políticos de classe, que se dirige a todos os homens, que fala em nome da Humanidade, sem tomar partido, ou seja, sem reconhecer o partido político que ela segue.” É o que Marx chamava de a “Filosofia que se contenta em interpretar o mundo”. Na realidade, nenhuma Filosofia se contenta em interpretar o mundo: toda filosofia é politicamente ativa, mas a maioria das filosofias passa seu tempo negando que sejam politicamente ativas. Elas dizem: nós não tomamos partido em política, nós nos contentamos em interpretar o mundo, em dizer o que ele é. E ai vale afirmação - quando alguém vem lhes dizer: “eu não faço política”, pode estar certo que esse alguém faz. É a mesma coisa com o Teatro.


Desta forma, percebe-se a Filosofia como uma produtora de objetos de consumo para um gozo especulativo, e por outro lado, percebe-se o Teatro como produtor de objetos de consumo para o gozo estético. Os filósofos acabam criando filosofias para o consumo e o gozo especulativo, os dramaturgos, e os diretores e atores, acabam criando o Teatro para o consumo e o gozo estético. A crítica da especulação-interpretação do mundo em Marx e a crítica do Teatro digestivo em Brecht são uma única e mesma coisa.


Então, Althusser afirma: “Daí deriva a revolução da prática em Marx e em Brecht. Não se trata de criar uma nova Filosofia, ou um novo Teatro. Trata-se de instaurar uma nova prática no interior delas, para que elas deixem de ser interpretação do mundo, ou seja, mistificação, e sirvam à transformação do mundo”. Portanto, o primeiro efeito dessas novas práticas é o de afirmar a destruição desta mistificação e não da Filosofia e do Teatro. É preciso então, reconduzir ambas ao seu verdadeiro lugar, para fazer aparecer essa mistificação como mistificação e, ao mesmo tempo, para mostrar a sua verdadeira função: a de transformar a Realidade e o Humano.


Lino Rocca é produtor cultural e diretor de teatro.


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Arte, Vida e Utopia

Como diz a letra de um antigo samba “Quando derem a vez ao morro toda cidade vai cantar” parece que essas palavras proféticas vêm se estabelecendo como uma verdade histórica. A partir do governo Lula nós vimos por todos os cantos desse país que a diversidade, pluralidade e identidade são conceitos afirmados cada vez mais pelo antigo sentido de uma idéia que ainda circunda e assusta este mundo pós - moderno o “Povo”. Ao pensarmos o projeto cultural implantado nos últimos anos no Brasil veremos que a construção, sem paternalismo, de uma Identidade Nacional erguida sobre sua pluralidade e diversidade de identidades possibilitou o desenho de uma nova Nação e de um novo enfretamento com dita Cultura de Massa.

Ao potencializar as mais diversas expressões e saberes, a política cultural desenvolvida pelo governo Lula e agora pelo governo Dilma, alçou as vozes e práticas das camadas mais populares, conseqüentemente as mais oprimidas, a relevância na construção da idéia de uma Cultura Nacional. Desta forma, ao defender a diferença como forma de afirmação da igualdade pôs em prática a socialização dos acessos a produção e fruição dos processos e bens culturais.

Assim, nós do Setorial de Cultura do Partido dos Trabalhadores, se realmente pautarmos a nossa ação percebendo a construção Simbólica como central na valorização dos saberes e fazeres produzidos pelo “Povo” brasileiro teremos um caminho real para a transformação da sociedade na nossa busca “utópica” de um mundo de todos e para todos. Digo com grande convicção que se verdadeiramente entendermos o protagonismo e autonomia como elementos essenciais no processo cultural e erradicarmos a noção de que alguns são meros receptores desses valores e assumirmos o papel igualitário de que “todos” são emissores de valores no mundo contemporâneo provocaremos o enfrentamento concreto entre a idéia da Arte burguesa com todos os seus sentidos e campos e a produção cultural das grandes massas, e a partir daí, poderemos encontrar um novo sentido para discussão neste campo, não para negar a necessidade da Arte mais colocá-la numa nova tensão entre Vida e Utopia.

O Oprimido como poderia nos dizer, Augusto Boal, sempre produziu sua visão do mundo através da Cultura. A dita “cultura popular” está recheada de experimentações que a colocam sempre num campo de vanguarda na critica da opressão e também na da elaboração estética, afinal, poderíamos dizer que a mudança sempre vem do campo dos “mal - ditos”. Quem não sabe o samba já o foi, o forro, o axé e atualmente o funk. O que cabe aqui, neste momento, não é discutir a sua utilização pela indústria cultural produzida pela classe dominante na perpetuação dos seus interesses, cabe sim, refletir sobre as suas origens, suas conseqüências e a sua possível ação transformadora. O legado dos governos populares de Lula e Dilma será o empoderamento de toda a sociedade que saindo do papel de resistência e avançando para um protagonismo transformador retirará do centro das discussões a idéia de uma Arte de poucos e para poucos para uma Arte de todo dia, dia após dia.

Lino Rocca é diretor teatral e produtor cultural.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Cultura e a construção da realidade

Enfim, o trem volta aos seus trilhos e finalmente nós petistas conseguimos sair da pauta colocada neste momento para MINC e voltamos a orientar a questão sob a ótica que nos parece ser enfim papel histórico que devemos assumir. Assim, resolvi escrever estimulado pelos textos produzidos pelo companheiro Glauber Piva e pela companheira Morgana Eneile que a meu ver, dão conta o suficiente para uma ponderação petista na atual fase de discussão. Instalar as devidas bases de análise colocando atuação petista na construção do setor da Cultura no âmbito da política publica é fundamental para não nos perdermos na árdua tarefa da construção diária de nossos ideais e paradigmas para organização da sociedade brasileira.

Assim para mim, a primeira questão é encarar a importância histórica dos Partidos dos Trabalhadores neste campo de construção muito antes da dita “chegada ao poder”, portanto, a questão não é uma situação de momento e sim uma relação histórica das formulações petistas, tanto no campo da governabilidade como no campo ideológico e os fatos e a historia comprovam isto. A segunda questão é velha e reduzida discussão do projeto político de uma ou para uma sociedade e aí, entramos na verdadeira seara de discussão, pautada hoje sobre o MINC, em momento algum podemos esquecer o nosso entendimento do papel do Estado Democrático e Plural como promotor e indutor de desenvolvimento econômico, de construtor de relações de igualdade e de defensor da equidade sobre a divisão das riquezas na busca de uma sociedade mais justa e humana.

Estas sempre foram bandeiras defendidas por nós, creio eu, e não se trata de uma questão, mais uma vez, da tal “chegada ao poder”. Assim chegamos ao que Glauber Piva coloca como indagação básica e no meu entendimento central para nossa ação: “O governo brasileiro, assim como todos os governos de esquerda, em qualquer nível, esta diante de um desafio que vai além desse obvio: como organizar suas políticas públicas de maneira a estimular a emersão de uma visão de mundo que esteja ancorada para além dos interesses do capital e das estratégias consumistas do mercado? Como fazer isso garantindo liberdade de expressão, defesa da competição, respeito às minorias e aos direitos coletivos e individuais, a promoção da diversidade cultural e, ao mesmo tempo, reduzir desigualdades, induzir o fortalecimento de nossa economia e desempenhar um papel internacional que vá além de protocolares defesas dos Direitos Humanos?”

Desta forma, entramos na terceira questão essencial para a real mudança de nossa sociedade: o que iremos ou continuaremos a produzir como valores simbólicos. Promover simplesmente acessibilidade as relações econômica, socais e legais não basta para construção de uma nova realidade como já ficou comprovado em outros processos históricos, é necessário o ato continuo da transformação simbólica como ferramenta de construção de identidade e reflexão da realidade. Como diz Piva no seu texto: “No âmbito das políticas públicas de cultura, superar a miséria não é apenas tornar o sujeito mais capaz de consumir e acessar bens e serviços culturais, mas também torná-lo mais autônomo para produzir e compartilhar seus próprios conteúdos e significados....”

A partir daí, para mim, se configura a quarta questão vital para nós do Partido dos Trabalhadores a nossa responsabilidade como provocadores da efetiva construção desses valores fomentando uma ampla discussão que garanta todas as vozes e todas as idéias e que as mesmas circulem promovendo a pluralidade do debate. E ai, meus amigos leitores, a tradição petista de ir às ruas, provocar a discussão, encontrar-se com a massa é mais que histórica é genética e nisto ainda somos bastante fortes e não se preocupem logo o faremos, não tenho dúvida alguma. Agora, vou me despedindo com a certeza que demos alguns passos importantes para essa nova caminhada que a realidade nos desafia, como diria sempre o velho filosofo barbudo: ”sem medo de ser feliz.”

Saudações Petistas.

Lino Rocca é produtor cultural e diretor de teatro.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

DEPUTADOS DEFINEM A PRESIDÊNCIA DE MAIS 14 COMISSÕES PERMANENTES


A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) voltou a ser reunir, nesta terça-feira (15/02), para dar continuidade a eleição de presidentes e vices das comissões permanentes. Na semana passada, 12 das 36 comissões haviam sido instaladas; hoje foram mais 14. Os deputados Alessandro Calazans (PMN) e Márcio Panisset (PDT), foram mantidos, respectivamente, à frente das comissões de Política Urbana, Habitação e Assuntos Fundiários; e Saúde.

Já as outras 12 ganharam novos presidentes: Assuntos Municipais e de Desenvolvimento Regional, Jânio Mendes (PDT); Cultura, Robson Leite (PT); Defesa do Meio Ambiente, Átila Nunes (PSL); Emendas Constitucionais e Vetos, Dionísio Lins (PP); Indicações Legislativas, Clarissa Garotinho (PR); Esporte e Lazer, Chiquinho da Mangueira (PMDB); Normas Internas e Proposições Externas, Bernardo Rossi (PMDB); Prevenção ao Uso de Drogas e Dependentes Químicos em Geral, Rosângela Gomes (PRB); Saneamento Ambiental, Aspásia Camargo (PV); Segurança Pública e Assuntos de Polícia, Zaqueu Teixeira (PT); Turismo, Myrian Rios (PDT); e Comissão para Prevenir e Combater a Pirataria no Estado, Samuquinha (PR).
Presidente da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia, o deputado Zaqueu Teixeira (PT) afirmou que, embora esteja assumindo o colegiado em um momento de crise na segurança pública do estado, a comissão será propositiva. “As crises são sucessivas e o parlamento tem que ter tranquilidade para analisar os fatos e fazer o seu papel fiscalizador na preservação das instituições. Dessa forma, avançamos no estado de direito democrático para que novas crises não aconteçam com o mesmo fundamento”, afirmou.
COMISSÃO DE CULTURA
Presidente: Robson Leite (PT)
Vice-presidente: Marcus Vinícius (PTB)
Membros efetivos: Myrian Rios (PDT), Comte Bittencourt (PPS) e Aspásia Camargo (PV).
Membros suplentes: Marcos Soares (PDT), Xandrinho (PV), Sabino (PSC), Márcio Pacheco (PSC) e Luiz Paulo (PSDB).


A SeCult fez uma visita ao Dep. Robson Leite na semana passada, Álvaro, Guerrinha e Lino Rocca. Falamos da importância de termos um deputado petista na presidência da Cultura. Robson se mostrou entusiasmado e nos garantiu que iria lutar pelo posto.
Abçs
Álvaro

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Daniel Guerra pode ser o novo Secretário de Cultura de Nova Iguaçu




Não necessariamente o Gestor Público precisa ser conhecido, porém ter um reconhecimento dentro da sociedade e relação construtiva com os produtores e artistas são de tamanha importância para consolidar uma discussão sobre politicas públicas.

Daniel Guerra vem durante a sua trajetória de vida construindo essa respeitabilidade e abertura na sociedade, dentro e fora de Nova Iguaçu, construção esta que lhe dá condições de interlocução com vários segmentos artísticos e sociais na Baixada Fluminense.

Durante os anos do governo Linderberg Farias juntamente com outros agentes culturais na Secretaria de Cultura de Nova Iguaçu deixou plantado uma política publica que se consolidou com:

Conferência Municipal de Cultura;

Conselho Municipal de Cultura;

Fundo Municipal de Cultura;

Democratização da Casa de Cultura de Nova Iguaçu, atualmente Espaço Cultural Sylvio Monteiro;

Novo Carnaval na cidade e total apoio as agremiações carnavalescas, dando oportunidade de trabalho a mais de 100 músicos da região com os bailes populares;

Contribuiu como Coordenador Técnico na área de música do Livro BAIRRO-ESCOLA;

Foi Coordenador do Projeto CINEMA NOS BAIRROS , onde conseguiu alcançar mais de 85.000 de espectadores, contribuindo de forma positiva na descentralização da Cultura na Cidade.

Apoio a organização dos Artistas da Cidade e Entidades como : O Afoxé Maxambomba, Associação dos Músicos da Baixada e Entorno, Teia Baixada, a Associação dos Amigos do Espaço Cultural Sylvio Monteiro, bem como o compromisso com a oficialização dos Pontinhos de Cultura de Nova Iguaçu.

Além dos motivos acima, Daniel Guerra foi principal protagonista entre outros artistas, de talvez a mais importante política pública já realizada nesta cidade e provavelmente no Brasil, a aprovação na Lei Orgânica do Município (1992), do cargo de Agente de Cultura, até hoje não implementada, função semelhante ao Animador Cultural do governo Brizola, o que revolucionaria a Cultura e a Educação na nossa cidade, promovendo empregos, inclusão social e fortalecimento da junção Cultura e Educação.Sabemos que esta visão não será unanimidade, mas temos certeza do seu trabalho, compromisso e carinho com a sociedade iguaçuana e os seus companheiros artistas.

Ele próprio diz: "Não vendemos sonhos, sabemos de todas as dificuldades, por isto estamos preparados e contamos com o apoio de todos para efetivamente dar a relevância a Cultura de nossa cidade no cenário estadual e nacional, posição que deveríamos ter ocupado há muito tempo."

Apóiam este nome: Jorge Cardoso (poeta), Da Gama (Ex Cidade Negra), Miguel Bezerra (Repentista), Beto Souza (Músico Trio Nordestino), Marcos Serra (ator), Lino Rocca (ator - diretor teatral), Claudio Bastos (art desing), Jeferson Ribeiro (produtor), Edilson Sampaio(Moda), Robson Gabiru (compositor), Mestre Azulão (capoeira), Jairo Braulio (compositor), Arlene Afoxé Maxambomba, Sabá (músico), Flávia Soares (produtora), J. R Junior (Poeta e Arquiteto), Ismael Neto (Músico), Ausen Hauer (coreógrafo), Sergio Cara Preta (Trem da Harmônia), Edhu Carval (Músico), Giordana Moreira (produtora), Marcos Monteiro (historiador), Wagner Moreira (produtora), Marcia Rodrigues (produtora), Marcelo França (fotografo), Junior Domingues (músico), Luiz Camilo (músico), Tóto (Poeta), Robson Luy (Art Desing e Músico), Ramiro Maia (Teatro), Décio do Cavaquinho (Musico), Dida Nascimento (Músico – Centro Cultural Donana), Nilo - Banda Canto Livre (músicos), Bacural - Filhos do Nordeste (músicos), Macedo de Moraes (músico - poeta - compositor), Tereza Onam (música), Morgana Eneile (Sec Nacional do PT), Alvaro Maciel (Sec. Estadual do PT), Luis Orlando (Professor - Produtor de Eventos), Ronaldo Paz (Movimento Cultural), Jonson (Músico), Celsinho (Músico), Naldo Calazans (Ator - Animador Cultural), Rodrigo Rosado (Produtor) , Renato J. Andrade (Compositor) Rogerio Essen (Músico - Compositor), Xander Telles (músico e Produtor),Eduardo Barão (advogado e Músico), Rianne Leandro (produtora), Raymundo Araujo (Músico) Cesar Renato (Produtor Serc Cultura Nilopólis), Marlon Esteves (Músico e produtor), Margot Ferreira (jornalista), Robson Cecilio (Movimento Cultural) Karine Saboia (Médica) Marcelo Faria (Produtor), Leo Bruno (Músico), Cleise Campos (bonequeira), Morgana Eneile (museóloga), Alvaro Maciel (sambista), Marcelo almeida (ator), Abilio Ramos (diretor teatral).
Também entre nesta corrente declarando o seu apoio e divulgue esse texto. A hora e esta!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Um dia histórico e vitorioso para a SeCult PT/RJ.

Não podia ser melhor, ontem dia 09/12/2010, foi descerrada a fita de inauguração da SubSecretaria de Cultura da Baixada Fluminense - PT/RJ e a primeira reunião aconteceu. Não temos o nome certo, ainda. Também nos falta um Blog, site e email próprios. Mas o que não nos falta é vontade e a alegria de construir um espaço novo, amplo, democrático e convergente, que represente os anseios e as demandas de uma região quem tem identidade registrada, a Baixada Fluminense.

Foi emocionante! O resultado da reunião foi tremendamente positivo e a cada fala mais se confirmava a necessidade da criação de um Coletivo que pudesse reunir os artistas, militantes e agentes culturais de diferentes municípios.

As fotos já chegaram, falta ainda emitir um documento, com nomes dos participante e com o resumo de algumas falas e as deliberações, tipo ATA de Fundação para ser encaminhada ao PT. A SECULT PT/BF não está pronta, optamos por um processo gradativo de construção, com reuniões itinerantes.

“o fortalecimento do PT nos municípios do interior do estado.”

Nossa militância tem a característica de se movimentar somente nos períodos eleitorais e/ou para as disputas internas. Dessa forma, deixamos diversas lacunas na construção orgânica do Partido. Por isso não podemos parar e mesmo no mês das Festas estamos trabalhando para dar prosseguimento às diretrizes estabelecidas pela Direção do PT/RJ e e pelo Coletivo da SeCult PT/RJ que é “o fortalecimento do PT nos municípios do interior do estado.”

Outras ações similares a da Baixada Fluminense já estão em curso em outras regiões, já iniciamos contatos com o Norte Fluminense, Lagos e Serrana Sul. Alô coletivo, hoje à noite estaremos em Cachoeiras de Macacu para o evento organizado pela companheira Maísa.


Álvaro Maciel