quarta-feira, 7 de junho de 2017

Presidenta do PT Gleisi Hoffmann - “Diretas Já é resposta do povo”

Em lançamento do Plano Popular de Emergência na noite desta terça-feira, a presidenta do PT reforçou que só o voto direto do povo tem legitimidade para tirar País da crise


Apresentar propostas construídas pelo povo para o Brasil sair da crise e voltar a crescer com desenvolvimento social e distribuição de renda. Esse foi o objetivo do ato de lançamento do Plano Popular de Emergência, na noite desta terça-feira (6).

A apresentação do Plano ficou a cargo de Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência e Tecnologia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Esse programa é uma obra aberta e coletiva, que será construída e reconstruída através do diálogo com as nossas bases, com a sociedade. É a nossa resposta à desconstituição do País e a agressão à Constituição e aos trabalhadores desse País”, declarou.

Representando do Partido dos Trabalhadores no ato, a presidenta do PT, senadora  Gleisi Hoffmann, acrescentou que a campanha das Diretas Já também é uma resposta do povo ao governo golpista de Michel Temer.

“Diretas Já é a resposta que nós temos a esse governo podre que está aí. Temer vai cair, mas não tiraram ainda porque os golpistas não têm um nome nem pra as eleições indiretas nem pra as diretas”, declarou.

Para Gleisi, o Plano Popular reforça a luta pelas Diretas Já, pois só o voto popular tem condições de dar legitimidade para sair do caos no qual o Brasil está imerso.

A senadora e líder do PT no Senado destacou, ainda, que a Frente Brasil Popular e os movimentos que lançam esse Plano Popular de Emergência mostram uma verdadeira lição de democracia e resistência.

Roberto Amaral explicou que o objetivo central do Plano Popular é o desenvolvimento com distribuição de renda, e seu eixo é a democracia.

“Sem desenvolvimento não há distribuição de renda e sem distribuição de renda essa democracia é insustentável. E a democracia é o centro da luta popular, fundamental para nós, o povo”, acrescentou.

De acordo com o ex-presidente da OAB, Marcelo Lavenère, as lutas sociais e democráticas precisam de uma força muito grande que vem da unidade dos diversos movimentos.

“Essa frente ampla pelas Diretas Já reúne um grande número de entidades sindicais, estudantes, profissionais, partidos políticos, que estão se unindo em torno de um objetivo em comum, que é garantir eleições diretas, devolver a soberania ao povo”, explicou.

A palavra de ordem do Plano, segundo Amaral, é Fora Temer. “Mas não só isso. É Fora Temer para realizar as Diretas Já. E as diretas ainda são um caminho. Com elas, colocar no governo um representante das forças populares, comprometido com esse programa apresentado hoje, revogar as medidas do atual governo e reconstruir a sociedade brasileira”.

Ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Gilberto Carvalho considerou extraordinário o lançamento do Plano.

“Essa ideia de criar o início, o germe de um programa alternativo é fundamental. Porque para além da gente combater o que está aí, essa coisa que está apodrecida, e para além de lutar contra as reformas com muita força, é fundamental que a gente comece a apontar um caminho. E um programa de governo, um programa alternativo não pode nascer em um laboratório, tem que nascer assim, no debate”, afirmou.

 A presidenta do PT também destacou o lançamento da Frente Parlamentar Suprapartidária pelas Diretas Já, que acontecerá nesta quarta-feira (7) às 16h, no Salão Nobre da Câmara.

Reunindo PT, PCdoB, PSB, PSol, PDT e Rede, a Frente já conta com o apoio de 19 senadores e 131 deputados e está aberta a novas adesões de parlamentares de todos os partidos com representação no Congresso Nacional.

O ato reforça e unifica o sentimento de rejeição ao governo golpista de Michel Temer que toma conta do País e o desejo de restabelecer a democracia no Brasil com novas eleições.

Segundo pesquisa CUT / Vox Populi, divulgada nesta segunda-feira (5), 89% da população quer Diretas Já, ou seja, quer votar diretamente para presidente, em caso em caso de cassação ou renúncia de Temer. O levantamento também apontou que o governo ilegítimo de Temer é aprovado por apenas 3% dos brasileiros.

“Essa frente de partidos que vamos lançar no Congresso Nacional é de extrema importância. Porque nós vimos que a bandeira das Diretas Já amplia muito a adesão partidária. Não são só os partidos, mas são também lideranças políticas até de partidos que hoje dão sustentação ao golpe, mas que estão rompendo com esse governo”, destacou a presidenta nacional do PT.

Para Gleisi, as Diretas Já é uma bandeira que democratiza a relação entre os movimentos, partidos políticos e a sociedade.

“Penso que é a radicalidade desse momento. Nós não vamos ter uma saída para a crise brasileira se não for através da legitimidade do voto popular”, finalizou.

Por Luana Spinillo, da Agência PT de Notícias




Fotos : Lula Marques/Agência PT

sábado, 27 de maio de 2017

O Brasil Chora a Morte de Mãe Beata

Foto de Francisco Moreira da Costa
Em primeiro lugar tenho quero pedir licença aos mais velhos para falar sobre uma pessoa tão importante para o Candomblé, cuja morte abalou abateu o país. Mãe Beata de Iemanjá nasceu na cidade de Cachoeira do Paraguaçu, no Recôncavo Baiano e veio para Rio em 1960. Em 1985 fundou seu terreiro em Nova Iguaçu, que mais tarde passaria a ser uma referência para o debate e a prática da cultura afro-brasileira. 
Mulher forte se adaptou à Baixada Fluminense no Rio de Janeiro, lugar onde se firmou como uma das principais lideranças da religião, sem, no entanto deixar de declarar seu orgulho de ser baiana nem de fazer referências às suas origens: “sou Beatriz Moreira Costa, Mãe Beata, mulher negra nascida no Recôncavo baiano, às margens do rio Cachoeira do Paraguaçu”.  É importante lembrar que seu terreiro Ilê Omi Oju Aro, no bairro Miguel Couto, virou patrimônio cultural e entrou para o mapa da cultura do estado do Rio de Janeiro. Seu trabalho social abrangia muitos bairros da região. O terreiro era frequentado por pessoas das mais simples até políticos, artistas e intelectuais de renome. Além do culto religioso Mãe Beata realizava muitas festas e encontros culturais, todos abertas à comunidade.
Em 2014 quando Marina Silva, então candidata à presidência da República, se referiu ao Candoblé como seita. Mãe Beata a rebateu publicamente em carta onde explicou a grandeza de sua religião. O documento foi publicado em diversos jornais do país. Conforme os trechos do documento, que seguem:
“... nós não cultuamos satanás. Cultuamos Olorum, Obatalá, Ododuá e Exú, que é o grande dinamizador. Cultuamos os inquices e os vodunces que são deuses como Dafé e Jeová. Cultuamos deuses de energia da natureza que é a coisa mais suprema que pode existir. Por que somos natureza, filhos da natureza. Ao qual a Senhora terá um grande compromisso de preservar essa natureza que pede socorro, pelo descaso de pessoas inconsequentes...”.
“Eu me julgo uma mãe do mundo por que sou de Iemanjá, Orixá que dos seus seios brota a água suprema, que é o leite que amamenta aqueles que a sociedade repudia a exemplo dos gays e das lésbicas. Eu sei chorar com olhos do meu irmão e abraçar esses.”  
Foi pela página de Adailton Moreira, seu filho, que ficamos sabendo da triste notícia de sua morte: “É com imenso pesar que comunico o falecimento de minha mãe biológica Mãe Beata de Iyemonjá. Olorun a receba com glória. Posteriormente informo maiores detalhes”.

Amada por uma imensidão de seguidores, Mãe Beata possuía uma consciência política e intelectual que muito influenciava o meio sociocultural fluminense e brasileiro. Sua morte abateu demais o país que ela tanto amava. Ela deixa na terra ensinamentos de igualdade, liberdade e respeito, que devemos propagar. Suas mensagens são de ternura e muita profundidade. Uma defensora mor dos Direitos Humanos, que tinha no combate à intolerância  religiosa sua bandeira constante e a partir da qual ela discutia temas ligados à diversidade como um todo.
Registramos assim o nosso respeito e admiração a essa linda pessoa que nos deixa neste dia. Que sua luz continue a nos iluminar, agora como uma estrela no firmamento. 



Coletivo Estadual de Cultura do PT-RJ

terça-feira, 23 de maio de 2017

NOTA EM REPÚDIO À ATUAÇÃO DO DEPUTADO ANDRÉ CECILIANO COMO PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA DO RIO DE JANEIRO




A Secretaria Estadual de Cultura torna pública a sua insatisfação com atuação do Deputado André Ceciliano na presidência da Assembleia do Rio de Janeiro.

Não concordamos com a teimosia do parlamentar, que se diz petista, e quer incluir na pauta desta quarta-feira a votação o projeto que aumenta a contribuição previdenciária de 11% para 14%. Celciliano está agindo à revelia da Bancada do PT e da resolução aprovada no Congresso, na qual o PT se coloca como oposição ao governo  de Luiz Fernando Pezão. Também a Direção Executiva do partido se colocou contrária a sua atitude.

Nas diversas reuniões e conversas internas com participação dos membros da Secretaria Estadual de Cultura do PT, tiramos a posição de que o PT precisa punir o Deputado Estadual André Ceciliano. Se ele  quiser atuar com o aliado do PMDB ele deve se desligar do PT.   

A inclusão do aumento da contribuição previdenciária dos servidores públicos na pauta é considerada pelo Coletivo Estadual de Cultura do PT como TRAIÇÃO  às tradições do PT. Nosso partido sempre se colocou ao lado da luta dos trabalhadores em defesa dos seus interesses. Destacamos, ainda, que os servidores cumprirão mais três anos de salários congelados, conforme o pacote de maldades imposto aos estados pelo Congresso e governo federal. 

Secretaria Estadual de Cultura - PT/RJ



¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨


A BANCADA DO PT DIZ NÃO AO PACOTE DE MALDADES DO PEZÃO


Nós, deputados estaduais que constituem a maioria da bancada do PT na Alerj, reafirmamos a nossa posição absolutamente contrária ao pacote de medidas do governo Pezão.

Somos contra o aumento da alíquota previdenciária de 11% para 14%, medida que não é sequer prevista no Plano de Recuperação Fiscal dos Estados.

Somos contra a inclusão dessa proposta na pauta de votação da Alerj

Somos contra qualquer medida que imponha ainda mais sacrifícios aos servidores ativos e inativos.

Estamos lutando para reverter a autorização aprovada pela Alerj, para a venda da Cedae.

Como parlamentares do PT, cujo recente Congresso Estadual aprovou resolução condenando o pacote de maldades do Pezão, entendemos que não há nenhuma possibilidade de qualquer membro do partido votar a favor de qualquer medida contra os servidores.

Nesse sentido, encaminharemos à Direção Estadual do PT denúncia sobre a posição do deputado André Ceciliano para que, confirmada a sua posição contrária à deliberação partidária, sofra as sanções previstas no Estatuto do partido.

Gilberto Palmares, Líder da bancada
Waldeck Carneiro
Rosangela Zeidan

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨


Resolução da Executiva Estadual sobre o Deputado Estadual André Ceciliano


"Embora reconheçamos a fidelidade do deputado André Ceciliano ao PT, quando nos piores momentos e enquanto muitos fugiram com medo de defender o partido junto ao eleitorado e saíram por oportunismo eleitoral, André ficou e defendeu o PT, inclusive como candidato a prefeito na eleição de 2016 em Japeri, perdendo por quase nada: 611 votos.

Apesar disso, não podemos concordar com suas posições a respeito do pacote submisso e neoliberal de Pezão, que não abre a caixa preta do Estado e apenas penaliza os servidores. Já houve o episódio da lei que autoriza a privatização da CEDAE, na qual André Ceciliano votou contra a orientação do partido e da bancada. Pela consideração e respeito a sua história o partido apenas aplicou uma censura pública ao deputado.

Mas agora, com a votação do aumento da taxação dos servidores ativos e inativos, jogando apenas o custo da crise no lado mais fraco, indo completamente contra as posições do partido, não temos outra posição a tomar que não seja:

1 - Suspensão imediata dos direitos partidários, inclusive de sua filiação, por seis meses;

2- abertura de comissão de ética para apurar a desobediência do deputado e propor as medidas disciplinares cabíveis no Pelo Estatuto."


quinta-feira, 18 de maio de 2017

A Cultura PT RJ no Sarau dos Trabalhadores - maio/17

 

Na sexta feira, 12/05, a Secult PT RJ participou do evento cultural Sarau dos Trabalhadores promovido pelo Mandato do Deputado Estadual Gilberto Palmares. Nesta edição Gilberto homenageou os Anistiados do Plano Collor, com lançamento de um vídeo com  diversos depoimentos dos anistiados. O evento foi realizado na sede do Sinttel – rua Morais e Silva, 94, no Maracanã.

Foi uma festa muito calorosa, onde aconteceram diversos reencontros de militantes históricos do Partido dos Trabalhadores e de simpatizantes ao Mandato do Deputado Gilberto Palmares. Os convidados curtiram os bate papos, os caldos e as atrações artísticas. O Vereador Reimont esteve presente. O vídeo foi a atração principal do Sarau dos trabalhadores organizado por Palmares para reunir companheiros, ouvir música e poesia, dançar e confraternizar.

“O momento está superdifícil, vivemos lutando para manter direitos duramente conquistados, por isso é tão importante resgatar nossa história e confraternizar”, afirmou o Deputado.

Anistiados do Plano Collor: uma história de resistência

Cento e dez mil servidores públicos foram demitidos de uma hora par outra. Muitas carreiras profissionais foram destruídas e muitas famílias foram profundamente impactadas. Uma grande quantidade de trabalhadores entrou em depressão e alguns cometeram suicídio. Esta é realmente uma história marcante, de sofrimento e luta, na qual  os demitidos durante o governo Collor de Melo deram início a longa  luta pela reintegração, que  se estende até os dias de hoje.


23 anos da Lei 8.878

Foi a Lei 8.878, que permitiu o retorno ao trabalho de milhares desses demitidos. Ela completa 23 anos neste mês de maio e para comemorar e refletir sobre a data,  o mandato do Deputado Estadual Gilberto Palmares (PT) lançou na segunda sexta-feira do mês, dia 12, o vídeo: “Anistiados do Plano Collor: uma história de resistência”, dando voz aos que sofreram na pele com aquelas medidas arbitrárias tomadas contra os trabalhadores.


Agradecimentos: 
Ao Deputado Gilberto Palmares, pelo convite e recepção. 
Ao companheiro e companheiras Hênio Costadella, Célia Cunha e Tati Guimarães, que nos ajudaram com o conteúdo, informações e fotos . 






sábado, 13 de maio de 2017

13 de Maio – Por um Brasil mais igualitário!

por Álvaro Maciel

É preciso combater o racismo no Brasil, pois, não haverá avanços mais profundos em nossa sociedade enquanto os problemas da população negra não forem resolvidos.

Há anos que a militância do Movimento Negro do Brasil exige a implementação de políticas públicas específicas para a população negra nos campos da educação, saúde, cultura, assistência social, habitação, dentre outros.  Ainda que pesem os avanços experimentados no âmbito de alguns governos, o Estado brasileiro não foi capaz de promover, de forma definitiva, a igualdade racial em nossa sociedade.

Ainda convivemos com a triste realidade da desigualdade de oportunidades e da falta de políticas específicas acessíveis à população negra, que continua como maioria absurda em todas as pesquisas a respeito da exclusão social.

Tudo o que se viu de conquistas que referem às políticas afirmativas, implantadas nos últimos 14 anos, está sendo destruído pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Vivemos hoje um clima de violência e perda de direitos que somente pode se comparar aos tempos da ditadura militar. Podemos afirmar, ainda, que negros e negras no Brasil não têm seu direito de ir e vir garantido. 

Precisamos, urgentemente, rever nosso formato de segurança pública. O modelo que aí está é inaceitável. As práticas policiais, por exemplo, continuam arcaicas, copiadas da polícia do Brasil Império, quando apenas uma parte da população era alcançada pelos direitos civis. 

A população negra é constante desrespeitada. Não podemos aceitar o neoliberalismo que o PSDB quer impor ao país neste momento. Será preciso muita luta e enfrentamento político para barrar esse projeto golpista que avança feroz sobre negros e negras de nosso país. 



Dedico o 13 de Maio aos militantes do Movimento Negro do Brasil, em seus diversos segmentos; que surgiu para combater e denunciar o racismo e a discriminação, em oposição ao mito da democracia racial no país, usado para desestimular a luta organizada. Por um Brasil mais igualitário!