quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Nota de Repúdio à Censura



A Secretaria de Cultura do PT-RJ vem a público manifestar seu repúdio à interrupção da exposição Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, no Santander Cultural, em Porto Alegre/RS, motivada por reclamações repugnantes e atos grotescos praticados pelo MBL – grupo político de extrema direita.

Os atos praticados contra a exposição Queermuseu representam uma violência brutal contra a democracia. Um retrocesso político na luta pela construção de um país mais igualitário baseado nos princípios do respeito, liberdade de expressão, diversidade e participação.

Ao decidir pela suspensão da exposição de arte, antes do término do prazo contratual,  e se posicionar ao lado dos seus detratores; a gestão do Santander praticou um ato de censura, demostrou-se incompetente e revelou sua desconexão com a realidade democrática.

A liberdade de expressão é um direito constitucional e, em relação ao campo da arte, ela deve ser total e aberta às novas reflexões. A exposição reunia trabalhos de diversos artistas, que retratam o tema da liberdade de expressão de gênero e da diferença.

Condenamos a violação dos direitos dos artistas e do curador da exposição, que foram impedidos de maneira brutal de exercerem o seu fazer artístico profissional, dentro das normas legais, no seu local de trabalho.

Condenamos a violação do direito do público em geral de usufruir o bem cultural que a exposição artística proporcionava aos moradores e visitantes da cidade de Porto Alegre.

Condenamos qualquer tipo de perseguição ao curador e artistas participantes da exposição, bem como a censura a suas obras.

Prestamos nossa solidariedade aos artistas atingidos e aos movimentos sociais que lutam pelos direitos humanos. 

Juntamo-nos aos movimentos sociais e políticos que se colocam a favor da reabertura da exposição até que se cumpra o tempo inicialmente contratado.

Secretaria de Cultura do PT-RJ
Rio de Janeiro, 13/09/2017


domingo, 27 de agosto de 2017

Nosso Adeus ao Mestre Wilson Das Neves


O corpo do sambista Wilson das Neves  será enterrado nesta  segunda-feira (28), às 10h, no Cemitério Jardim da Saudade.  Wilson das Neves morreu no sábado (26), aos 81 anos, no Hospital da Ilha do Governador.  A quadra da escola de samba Império Serrano,  no Rio de Janeiro, sua escola de coração, onde acontece o velório, recebeu grande quantidade de pessoas entre fãs, amigos e parentes do músico, cantor e compositor. Era dele o bordão "Ô Sorte!" , que significa agradecimento a Deus pela coisas boas da vida. 



A Secretaria de Cultura do PT RJ presta solidariedade aos familiares e amigos do grande sambista.

Salve o Mestre Wilson Das Neves! 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Nachtergaele revela sua indignação contra coluio que livrou Temer



O mês de agosto foi marcado por diversas declarações de artistas e intelectuais indgnados coma votação em que parlamentares investigados por corrupção salvaram Michel Temer da denúncia por corrupção passiva na Câmara.

Em seu Facebook o ator Matheus Nachtergaele  se manifestou sobre a situação econômica e social do Brasil:



''Eu achei, sim, que se ia investigar o tal Temer. A política venceu o bom senso. Uma presidente foi cassada, um país desmontado novamente, mais uma geração condenada à miséria de tudo por causa de um negócio que não saberemos qual é, posto que a nós resta pagar em silêncio os impostos para a manutenção dessa babel que é Brasilia.

Para nós não haverá escola, hospital ou transporte decente. Não haverá penicilina, nem água limpa. As chuvas inundarão pra sempre as ruas sujas e sem esgoto, e as crianças nossas serão marginais, criadas no país do desamor, da cocaína, das igrejas evangélicas, do futebol a todo custo.

Teremos sido o país castrado da festa, e transformado em campo de guerra e feiura. Não haverá, por muito tempo ainda, nenhuma alegria que não seja conquistada apenas por nós mesmos, nas reuniões singelas da dança e da festa. Teremos tido a melhor música do mundo, as mais lindas aves, as praias e a vasta fartura engolidas numa corrupção des-humanista e doente. Teremos sido o país do futebol…grande bobagem.

De minha parte, vou seguir fazendo filmes, peças e séries de televisão que me pareçam investigadoras do homem do brasil ( com minúscula mesmo, porque estou triste ), do que poderia ter sido uma brasilidade, e serei um dos arautos sinceros do que é bonito e feio em nós.

Farei isso até a exaustão de mim. É o que sei fazer como artesanato. Nas horas mansas, vou cantarolar um samba canção de arte e meus olhos vão se encher de água impura. Aos poucos, o que era o futuro será o passado, mesmo. Tendo sobrevivido a isso tudo, morrerei sem ter visto o país que ia inventar o novo. Tudo é um negócio. Sorte pra nós. Beijo.''

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Nota de Falecimento - Paulo Silvino nos deixou




A Secretaria de Cultura do PT RJ manifesta pesar pela morte de Paulo Silvino, ator e humorista, ocorrido na manhã desta quinta-feira (17/8) no Rio de Janeiro. Paulo Silvino  começou sua carreira no rádio e nos seus quase 60 anos de carreira interpretou diversos  personagens cômicos , no teatro e na TV. Costumava popularizar bordões e seu personagem mais conhecido foi o porteiro Severino, do qual surgiu o "cara, crachá".

A Secretaria de Cultura do PT RJ presta solidariedade aos familiares e amigos do grande humorista.


Secretaria de Cultura do PT - RJ

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O diálogo como base para uma política cultural carioca


Por Lino Rocca

O Rio é um exemplo de cidade cujo processo histórico gerou acentuada concentração do poder econômico e político, que por sua vez produziu a desigualdade social e a exclusão cultural que perduram até os dias de hoje.

O bom diálogo com sociedade é fundamental ao Estado, tanto para definição de suas estratégias, quanto para a tomada de decisão em relação à destinação de suas formas de apoio às diversas cadeias produtivas existentes nos diferentes territórios da cidade. É o famoso “para que e para quem” são elaboradas as políticas públicas.

Entendemos o papel do Estado na cultura como uma premissa que deveria fazer parte dos debates atuais, que envolvem a produção cultural da Cidade do Rio de Janeiro e sua relação com a Prefeitura. 
Quando a cultura é tratada de forma isolada e com excesso de políticas discricionárias e não é considerada como parte constitutiva de um projeto de desenvolvimento nacional, não podemos esperar bons resultados.

No PT defendemos que a política cultural deva ser tratada como questão de Estado, ou seja, discutida com a sociedade e garantida por um conjunto de leis que ultrapasse o tempo dos governos e se constitua como direito fundamental da cidadania.

Diante da crise política e econômica que assola o nosso país não podemos abrir mão da busca por alternativas de políticas públicas culturais para o fomento da preservação e afirmação das singularidades e diversidades culturais, que nesse momento se apresentam vulneráveis diante do fenômeno da homogeneização cultural global.

É fundamental que o conceito da “cidadania cultural” norteie todas as ações de elaboração, difusão e aplicação de políticas culturais. Ou seja, no campo da cultura o poder público deve atuar com firmeza para alcançar a universalização do acesso à cultura, a democratização de bens e equipamentos culturais e a construção de políticas amplas, transversais e perenes. Deve, ainda, garantir a participação e o controle social em todas as fases desse processo.
                                                       
Por uma Política Cultural de Estado para o Rio

A atual gestão da cidade do Rio de Janeiro vem se pautando por seguidos “equívocos” em relação à Cultura e seus trabalhadores, quando não se propõe a estabelecer uma  cultural para a cidade. Dessa forma, esse governo submete a todos os atores sociais envolvidos a um desgaste e uma enorme desesperança para o futuro.

A ausência do diálogo e a falta da construção coletiva tem promovido sistematicamente uma dissonância entre a gestão municipal e os “fazedores culturais cariocas”. Os problemas desnecessários envolvendo fomento, Carnaval e gestão do espaço público, só no primeiro semestre de governo, tem revelado no fundo a total ausência do desejo de uma construção politica através do diálogo e debate.

As seguidas decisões monocráticas feitas pelo prefeito Crivella demonstram a fragilidade politica de uma gestão que provocam consecutivas saias justas para Secretaria Municipal de Cultura.
A aparente ausência de definição de política para o setor cultural tem trazido uma insegurança e estagnação, ainda maior, pelo o que ocorre no estado e país. Definir uma política cultural se faz tão crucial para retomada de nosso crescimento econômico como em qualquer outro segmento de nossa cadeia produtiva. Afinal, a marca do Rio de Janeiro para dentro e para fora sempre foi ser a “capital cultural do país”.

Insistir em negar o fomento; mesmo que a gestão anterior tenha sido medíocre, oportunista e mentirosa, sem o devido debate e a construção coletiva de encaminhamentos e soluções; foi um erro estratégico sério. Para piorar a situação promover, logo em seguida, um edital de Microprojetos, como medida paliativa, beira a loucura. Primeiro por não resolver nada sobre a questão anterior e segundo por inviabilizar politicamente uma ação significativa para estruturação de cadeias produtivas incipientes em seus territórios, principalmente, nos ditos “periféricos’”. Mérito?! Com uma paulada só inviabilizada duas construções.

Enquanto a gestão Crivella se pautar pela relação monocrática e não abrir-se para o diálogo estimulando a participação seus passos continuarão dissonantes do contexto cultural carioca. Perdemos todos! Cidade, gestão e trabalhadores!
Para nós petistas é necessário que essa gestão, imediatamente, promova um espaço de diálogo para a implementação do Sistema Municipal de Cultura e o fortalecimento do Conselho Municipal, com debates públicos.  Não podemos perder a perspectiva de realização da III Conferência Municipal de Cultura.

A conferência de cultura, como elemento do Sistema Municipal de Cultura, é o principal espaço de participação social para elaboração, aperfeiçoamento e difusão das políticas públicas de cultura.  
Assim, ao absorvermos que na cultura não existem questões excludentes, mas sim, transitórias e complementares, poderemos conviver dentro de um processo crítico sem revanchismos arcaicos.
Para isso elencamos, aqui, seis questões onde achamos que poderíamos avançar num período de médio de prazo:

  • Implantar o Sistema Municipal de Cultura através da aprovação da Lei da Cultura e seu CPF – Conselho, Plano e Fundo.  
  • Efetivar e fazer funcionar o Fundo Municipal de Cultura paralisado até hoje.
  • Definir com os trabalhadores da cultura programas prioritários e seus projetos estruturantes.
  • Fomentar uma ampla discussão sobre o financiamento público da Cultura definindo sentidos (investimentos e fundo perdido), seus moldes, contrapartidas e resultados.
  • Promover a cadeia produtiva da Cultura no espaço público como essencial para o desenvolvimento humano, social e econômico de nossa cidade como: rodas de samba, bailes, saraus, dança de rua, teatro de rua, feiras culturais, artistas de rua entre outros.
  • Criar uma agenda de fóruns culturais de escuta que considerem a transversalidade (linguagens e territórios) e que sirvam como base para o desenvolvimento de políticas públicas, mantendo diálogo contínuo com os órgãos deliberativos (Conselho de Cultura, Secretaria Municipal de Cultura, Comissão Parlamentar de Cultura e outros), conforme proposta da II Conferência Municipal de Cultura do Rio/2010.
Assim terminamos nosso texto, elaborado a partir do debate realizado na reunião da Secretaria de Cultura do PT/RJ no dia 10/07, desejando que possamos construir uma cidade mais feliz, solidária e transparente. Afinal, somos todos cariocas!
Saudações Petistas!

Lino Rocca é ator, produtor , diretor teatral e membro efetivo da Secretaria Estadual de Cultura do PT/RJ

Este texto foi originalmente publicado na página Facebook do PT-RJ : https://www.facebook.com/PTRJ13/ em 04/08/2017.