sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Nachtergaele revela sua indignação contra coluio que livrou Temer



O mês de agosto foi marcado por diversas declarações de artistas e intelectuais indgnados coma votação em que parlamentares investigados por corrupção salvaram Michel Temer da denúncia por corrupção passiva na Câmara.

Em seu Facebook o ator Matheus Nachtergaele  se manifestou sobre a situação econômica e social do Brasil:



''Eu achei, sim, que se ia investigar o tal Temer. A política venceu o bom senso. Uma presidente foi cassada, um país desmontado novamente, mais uma geração condenada à miséria de tudo por causa de um negócio que não saberemos qual é, posto que a nós resta pagar em silêncio os impostos para a manutenção dessa babel que é Brasilia.

Para nós não haverá escola, hospital ou transporte decente. Não haverá penicilina, nem água limpa. As chuvas inundarão pra sempre as ruas sujas e sem esgoto, e as crianças nossas serão marginais, criadas no país do desamor, da cocaína, das igrejas evangélicas, do futebol a todo custo.

Teremos sido o país castrado da festa, e transformado em campo de guerra e feiura. Não haverá, por muito tempo ainda, nenhuma alegria que não seja conquistada apenas por nós mesmos, nas reuniões singelas da dança e da festa. Teremos tido a melhor música do mundo, as mais lindas aves, as praias e a vasta fartura engolidas numa corrupção des-humanista e doente. Teremos sido o país do futebol…grande bobagem.

De minha parte, vou seguir fazendo filmes, peças e séries de televisão que me pareçam investigadoras do homem do brasil ( com minúscula mesmo, porque estou triste ), do que poderia ter sido uma brasilidade, e serei um dos arautos sinceros do que é bonito e feio em nós.

Farei isso até a exaustão de mim. É o que sei fazer como artesanato. Nas horas mansas, vou cantarolar um samba canção de arte e meus olhos vão se encher de água impura. Aos poucos, o que era o futuro será o passado, mesmo. Tendo sobrevivido a isso tudo, morrerei sem ter visto o país que ia inventar o novo. Tudo é um negócio. Sorte pra nós. Beijo.''

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Nota de Falecimento - Paulo Silvino nos deixou




A Secretaria de Cultura do PT RJ manifesta pesar pela morte de Paulo Silvino, ator e humorista, ocorrido na manhã desta quinta-feira (17/8) no Rio de Janeiro. Paulo Silvino  começou sua carreira no rádio e nos seus quase 60 anos de carreira interpretou diversos  personagens cômicos , no teatro e na TV. Costumava popularizar bordões e seu personagem mais conhecido foi o porteiro Severino, do qual surgiu o "cara, crachá".

A Secretaria de Cultura do PT RJ presta solidariedade aos familiares e amigos do grande humorista.


Secretaria de Cultura do PT - RJ

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O diálogo como base para uma política cultural carioca


Por Lino Rocca

O Rio é um exemplo de cidade cujo processo histórico gerou acentuada concentração do poder econômico e político, que por sua vez produziu a desigualdade social e a exclusão cultural que perduram até os dias de hoje.

O bom diálogo com sociedade é fundamental ao Estado, tanto para definição de suas estratégias, quanto para a tomada de decisão em relação à destinação de suas formas de apoio às diversas cadeias produtivas existentes nos diferentes territórios da cidade. É o famoso “para que e para quem” são elaboradas as políticas públicas.

Entendemos o papel do Estado na cultura como uma premissa que deveria fazer parte dos debates atuais, que envolvem a produção cultural da Cidade do Rio de Janeiro e sua relação com a Prefeitura. 
Quando a cultura é tratada de forma isolada e com excesso de políticas discricionárias e não é considerada como parte constitutiva de um projeto de desenvolvimento nacional, não podemos esperar bons resultados.

No PT defendemos que a política cultural deva ser tratada como questão de Estado, ou seja, discutida com a sociedade e garantida por um conjunto de leis que ultrapasse o tempo dos governos e se constitua como direito fundamental da cidadania.

Diante da crise política e econômica que assola o nosso país não podemos abrir mão da busca por alternativas de políticas públicas culturais para o fomento da preservação e afirmação das singularidades e diversidades culturais, que nesse momento se apresentam vulneráveis diante do fenômeno da homogeneização cultural global.

É fundamental que o conceito da “cidadania cultural” norteie todas as ações de elaboração, difusão e aplicação de políticas culturais. Ou seja, no campo da cultura o poder público deve atuar com firmeza para alcançar a universalização do acesso à cultura, a democratização de bens e equipamentos culturais e a construção de políticas amplas, transversais e perenes. Deve, ainda, garantir a participação e o controle social em todas as fases desse processo.
                                                       
Por uma Política Cultural de Estado para o Rio

A atual gestão da cidade do Rio de Janeiro vem se pautando por seguidos “equívocos” em relação à Cultura e seus trabalhadores, quando não se propõe a estabelecer uma  cultural para a cidade. Dessa forma, esse governo submete a todos os atores sociais envolvidos a um desgaste e uma enorme desesperança para o futuro.

A ausência do diálogo e a falta da construção coletiva tem promovido sistematicamente uma dissonância entre a gestão municipal e os “fazedores culturais cariocas”. Os problemas desnecessários envolvendo fomento, Carnaval e gestão do espaço público, só no primeiro semestre de governo, tem revelado no fundo a total ausência do desejo de uma construção politica através do diálogo e debate.

As seguidas decisões monocráticas feitas pelo prefeito Crivella demonstram a fragilidade politica de uma gestão que provocam consecutivas saias justas para Secretaria Municipal de Cultura.
A aparente ausência de definição de política para o setor cultural tem trazido uma insegurança e estagnação, ainda maior, pelo o que ocorre no estado e país. Definir uma política cultural se faz tão crucial para retomada de nosso crescimento econômico como em qualquer outro segmento de nossa cadeia produtiva. Afinal, a marca do Rio de Janeiro para dentro e para fora sempre foi ser a “capital cultural do país”.

Insistir em negar o fomento; mesmo que a gestão anterior tenha sido medíocre, oportunista e mentirosa, sem o devido debate e a construção coletiva de encaminhamentos e soluções; foi um erro estratégico sério. Para piorar a situação promover, logo em seguida, um edital de Microprojetos, como medida paliativa, beira a loucura. Primeiro por não resolver nada sobre a questão anterior e segundo por inviabilizar politicamente uma ação significativa para estruturação de cadeias produtivas incipientes em seus territórios, principalmente, nos ditos “periféricos’”. Mérito?! Com uma paulada só inviabilizada duas construções.

Enquanto a gestão Crivella se pautar pela relação monocrática e não abrir-se para o diálogo estimulando a participação seus passos continuarão dissonantes do contexto cultural carioca. Perdemos todos! Cidade, gestão e trabalhadores!
Para nós petistas é necessário que essa gestão, imediatamente, promova um espaço de diálogo para a implementação do Sistema Municipal de Cultura e o fortalecimento do Conselho Municipal, com debates públicos.  Não podemos perder a perspectiva de realização da III Conferência Municipal de Cultura.

A conferência de cultura, como elemento do Sistema Municipal de Cultura, é o principal espaço de participação social para elaboração, aperfeiçoamento e difusão das políticas públicas de cultura.  
Assim, ao absorvermos que na cultura não existem questões excludentes, mas sim, transitórias e complementares, poderemos conviver dentro de um processo crítico sem revanchismos arcaicos.
Para isso elencamos, aqui, seis questões onde achamos que poderíamos avançar num período de médio de prazo:

  • Implantar o Sistema Municipal de Cultura através da aprovação da Lei da Cultura e seu CPF – Conselho, Plano e Fundo.  
  • Efetivar e fazer funcionar o Fundo Municipal de Cultura paralisado até hoje.
  • Definir com os trabalhadores da cultura programas prioritários e seus projetos estruturantes.
  • Fomentar uma ampla discussão sobre o financiamento público da Cultura definindo sentidos (investimentos e fundo perdido), seus moldes, contrapartidas e resultados.
  • Promover a cadeia produtiva da Cultura no espaço público como essencial para o desenvolvimento humano, social e econômico de nossa cidade como: rodas de samba, bailes, saraus, dança de rua, teatro de rua, feiras culturais, artistas de rua entre outros.
  • Criar uma agenda de fóruns culturais de escuta que considerem a transversalidade (linguagens e territórios) e que sirvam como base para o desenvolvimento de políticas públicas, mantendo diálogo contínuo com os órgãos deliberativos (Conselho de Cultura, Secretaria Municipal de Cultura, Comissão Parlamentar de Cultura e outros), conforme proposta da II Conferência Municipal de Cultura do Rio/2010.
Assim terminamos nosso texto, elaborado a partir do debate realizado na reunião da Secretaria de Cultura do PT/RJ no dia 10/07, desejando que possamos construir uma cidade mais feliz, solidária e transparente. Afinal, somos todos cariocas!
Saudações Petistas!

Lino Rocca é ator, produtor , diretor teatral e membro efetivo da Secretaria Estadual de Cultura do PT/RJ

Este texto foi originalmente publicado na página Facebook do PT-RJ : https://www.facebook.com/PTRJ13/ em 04/08/2017.




sábado, 12 de agosto de 2017

Nota de Falecimento - Morre aos 79 anos Carlos Araújo




Morreu neste sábado, 12/08,  o ex-militante da guerrilha contra a ditadura, ex-dirigente partidário e ex-deputado estadual no Rio Grande do Sul, CARLOS ARAÚJO.

A Secretária Estadual de Cultura - PT RJ comunica a morte de Carlos Araújo, 79 anos,  ex-deputado (PDT) e ex-marido de Dilma Rousseff.  Carlos participou da Juventude Comunista e lutou contra a  contra o regime militar. 

Relação de companheirismo com Dilma – “Eu tenho muito orgulho de ser companheiro da Dilma. Sempre nos identificamos. O nosso bom companheirismo persiste até hoje. Eu sempre fui advogado de gente pobre. Sempre fui uma pessoa de esquerda. Com a ditadura não vi outra saída a não ser partir para a luta armada. Formamos uma organização chamada Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), e praticávamos ações de desapropriação de bancos. Buscávamos dinheiro no banco para comprar armas. Também fizemos algumas ações em quartéis para pegar armas. Praticamos ações sociais também: pegávamos caminhões de carne na baixada fluminense e distribuíamos em favelas.” ( trecho da entrevista dada ao jornal Da Hora).

Carlos  e Dilma  foram  casados por mais de 20 anos e tiveram uma filha, Paula. Foram presos juntos e sofreram os horrores da ditadura, inclusive, a tortura. 

Nossas condolências aos familiares,  amigos e companheiros de Carlos Araújo.

Carlos Araújo presente ! Carlos Araújo presente ! Carlos Araújo presente !


Secretaria Estadual de Cultura – PT/RJ

Lula e Dilma no Rio – Emoção em dose dupla

 
(por Álvaro Maciel)


Nesta sexta feira , 11/08,  o Rio recebeu de uma só vez dois ex-presidentes do Brasil,  Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula,  da Silva.  A Faculdade de Direito da UFRJ ficou pequena.  Desde às 16h as pessoas começaram a chegar e uma extensa fila se formou.   

O evento  de lançamento do livro "Comentários a uma sentença anunciada - O processo Lula"  virou um grande ato político em defesa de um Brasil democrático.  Os autores, advogados e juristas, criticam a  condenação  de lula pelo  juiz federal Sergio Moro no caso do triplex do Guarujá . Antes, durante e depois a euforia do público dava o tom do evento pela emoção de poder conversar com Lula e Dilma ao mesmo tempo.  





sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Morre Luiz Melodia – um dos ícones da Música Brasileira




Por Álvaro Maciel

É com imensa tristeza que a Secretaria de Cultura do PT RJ comunica o falecimento do cantor Luiz Melodia, que nos deixou nessa sexta-feira, 04/08, aos 66 anos, no Rio de Janeiro (RJ), após intensa luta contra um câncer.

Luiz Carlos Santos, nascido e criado no Morro do Estácio, no Rio de Janeiro.  Sofreu influência musical de Ismael Silva, Noel Rosa, Jorge Bem e tantos outros; mas foi com seu pai, que era músico e compositor, que tudo começou. Cantavam juntos em pequenos shows e festas da comunidade.  Desde muito cedo, se recusava a tocar só samba, a música mais comum entre os moradores do morro. Com o tempo passou ser conhecido pelo excepcional talento. Fez-se plural. Uma luz musical... E se fez Melodia.

Luiz Melodia procurou linguagens musicais de diversos tipos até adquirir um estilo único. Estilo que Gal Costa, sua madrinha musical, revelou ao mundo ao gravar Pérola negra.



O próprio Melodia costumava afirmar em entrevistas que ter sido interpretado no show de maior sucesso da Gal, "Fa-Tal: Gal a Todo Vapor", em 1972, foi um divisor de águas em sua vida. Em seguida , em 1973, gravaria seu meu disco com o mesmo nome: Pérola negra. O Morro do Estácio e sua paixão pela música o acompanharam o tempo todo sua trajetória musical.

Melodia celebrou 40 anos de carreira, em 2012, com uma turnê pela Europa.  Em 2017 completou 45 anos de estrada, que não puderam ser comemorados devido a sua internação para o tratamento. 

A morte de Luiz Melodia causou comoção no meio social e cultural. Pessoas simples, fãs, cantores e artistas de todas as áreas encheram às redes sociais de homenagens ao cantor e compósito da Música Popular Brasileira que marcou sua geração com seu estilo único.

Nossas condolências aos parentes e amigos mais próximos de Luiz Melodia. Que sua luz musical nos ilumine para sempre, agora como uma estrela no firmamento.


Secretaria Estadual de Cultura do PT-RJ