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terça-feira, 5 de março de 2013

Plano Estadual de Cultura em Debate!



PROGRAMAÇÃO

08h30 Início Credenciamento

09h00 – Abertura
Autoridades locais e estaduais convidadas.

10h00 – Mesa:
Convidados:
Lia Calabre - doutora em História Social pela UFF. Pesquisadora e chefe do Setor de Estudos de Política Cultural da Fundação Casa de Rui Barbosa.
Bernardo Mata Machado - historiador, cientista político e Diretor de Programas Integrados da SAI/MinC.
Delmar Cavalcante - Coordenador do Sistema Estadual de Cultura SEC-RJ

13h00 Intervalo para almoço

14h00 Grupos Temáticos por Eixo
Eixo I - Cultura e Cidadania;
Eixo II - Cultura, Diversidade, Patrimônio e Memoria;
Eixo III - Cultura Educação e Juventude;
Eixo IV - Cultura e Desenvolvimento Sustentável;
Eixo V – Gestão da Cultura; e
Eixo VI - Financiamento da Cultura.
16h00 – Relato dos Grupos e Encerramento.

Recomendamos a leitura prévia da minuta disponível em:http://www.cultura.rj.gov.br/consulta-publica/plano-estadual-de-cultura

Informações: 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Moção de Apoio aos integrantes da Cia de Ballet de Niterói


Vimos através desta, expressar o nosso apoio à luta dos bailarinos e bailarinas, integrantes da Cia de Ballet de Niterói, que vem sofrendo represálias desde que os servidores da companhia realizaram ato de protesto, em meados de novembro/2011  para reivindicar melhores condições de trabalho e salariais.
Foi comunicado ao MP-RJ que a companhia realiza seus ensaios num galpão alugado no centro de Niterói, em condições inadequadas. Há um outro comunicado ao MP-RJ que, segundo legislação em vigor, a Companhia é tombada imaterialmente pelo município - fato político relevante na luta dos bailarinos.
A Secretaria Estadual de Cultura do PT/RJ classifica como arbitrário o ato de exoneração dos diretores da Companhia, efetuado pelo presidente da Fundação de Arte de Niterói, a pedido do Prefeito da Cidade, dois dias após a manifestação.  Repudiamos também a forma como foram tratados os bailarinos concursados, avisados por telefone, de que seriam colocados em férias coletivas.  Atitudes essas incompatíveis com os  avanços conquistados  nos últimos anos, pela República Federativa do Brasil, em busca da consolidação do estado democrático brasileiro.
Sem mais para o momento, colocamo-nos ao inteiro dispor para acompanhar e apoiar a luta dos artistas profissionais da Cidade de Niterói.
Niterói, dezembro de 2011.
Coletivo Estadual de Cultura do PT/RJ

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Para Palavras Cancerígenas

 *Fábio Lima



A repercussão do câncer de Lula na internet remete ao clima de baixarias que inundaram as redes sociais nas eleições 2010. Não à toa. Lula é peça-chave no jogo político, e a boçalidade destampada no período eleitoral continua a ser alimentada à farta.

O ex-presidente fez bem ao tornar logo público o tumor na laringe. Agiu com a transparência que se espera de quem deixou o Planalto com índice de aprovação de 87%. Não se trata apenas de um drama pessoal. Embaralha qualquer cenário que se vislumbre para as eleições municipais de 2012 e, obviamente, para a sucessão presidencial de 2014.

É nesse contexto que desponta nas redes sociais a campanha “Lula, faça o tratamento pelo SUS”. Ela renova o ódio reacionário que marcou a disputa eleitoral do ano passado, em que o auge foi a exortação do afogamento de nordestinos em São Paulo.

Lula poderia ir a um hospital público, como o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, mas preferiu o Sírio-Libanês, onde seus médicos trabalham – também ali se trataram de câncer o então vice-presidente José Alencar e a então chefe da Casa Civil Dilma Rousseff. Aliás, é desejável que ele não ocupe vaga de quem depende da rede pública de saúde.

Por que a campanha para Lula se tratar pelo SUS? Só ressentimento e ignorância explicam tamanha estupidez. Algum mimimi se no lugar do petista estivesse um tucano de densa plumagem? E se Lula fosse ao Instituto do Câncer não receberia tratamento de ótima qualidade, como todos que lá estão? O mais curioso é ver que o sujeito que quer Lula num leito público também comemorou o fim da CPMF, cuja extinção beneficiou uma parcela de brasileiros que, da classe média para cima, deixaram de entregar 0,1% sobre o valor de cada movimentação financeira para a saúde pública.

O ódio dessa minoria contra Lula escandaliza agora alguns de seus críticos sensatos na imprensa. Mas não se trata de cobrar comportamento decente de leitores, quando parte da mídia é responsável por fomentar essa raiva e dela se beneficia. Basta recordar como foi a cobertura do título honoris causa concedido a Lula pela Sciences Po.
Choca que a galera vomite nas redes tanta escrotidão com a mesma — ou até mais — desinibição que em círculos íntimos. A parada, porém, é mais profunda. Não é uma questão de compostura, mas classe. Melhor, classes. Num clima que transborda o ódio de quem sente as referências de exclusividade social se esvair, ainda que muito, mas muito lentamente.

 Fábio Lima é professor e está na assessoria do Vereador Leonardo Giordano em Niterói.