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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Monumento a João Cândido



Hoje faz 100 anos que João Cândido liderou o início da Revolta da Chibata.
Não vi nada nos jornais online, nem nos blogs que acompanho diáriamente.
Mas uma vez a história da resistência negra fica esquecida pela mídia tradicional e contemporânea.

Viva o Almirante Negro!

Monumento a João Cândido
  Autor: Álvaro Maciel

As máquinas modernas transportaram
E instalaram
E o povo negro ali

Além do monumento
Diversos sentimentos se instauraram
E se espalharam
E o povo negro ali

João e Joãozinho
Joanas e seus pretinhos
As mães pretas acompanhavam
A história de pertinho

Irmãos de luta
Irmãos de cor
Mar da labuta
Vitória e dor

Sabor tão pessoal
De sal me ocorreu
Eram lágrimas festivas...
Tudo isso aconteceu


sábado, 20 de novembro de 2010

Viva o dia 20 de Novembro, com muita poesia!



Eu participei de muitas reuniões do Movimento Conexão Zumbi João Candido, em prol da instalação da estátua de João Cândido na Praça XV. Foi uma luta árdua para fazer a estátua, divulgá-la e convencer a prefeitura , que não queria liberar o lugar que nós escolhemos para instalar o Monumento. Até que conquistamos a vitória. No dia que o presidente Lula veio ao Rio inaugurar o Monumento à João Candido,  ele disse que estava orgulhoso por tudo o que nós fizemos, eu olhava para o rostos das pessoas , homens mulheres e crianças, uns sorrindo, outros com olhares vidrados no presidente, todos emocionados...  quando vi... senti um gosto salgado nos meus lábios.  João Cândido estava ali, bem no lugar que o Movimento escolheu, onde nosso Herói  trabalhou, lutou e sofreu. Sua vitória veio do exemplo da sua atitude e dos gritos de indignação, que saíram de seus navios e ecoam até hoje pela Cidade do Rio de Janeiro, pelo Brasil e pelo mundo. Salve Jõao! Salve!

Álvaro Maciel

Cândido Irmão
   Autor: Álvaro Maciel

Cândido Irmão é esse João
Cândido Irmão é esse João
Que é João Preto

Sai chibata sai daqui prá lá
A chibata não vai mais cortar
O açoite tem que acabar
Eu te prometo

Acabou
E sonho se realizou
A lua cheia
No cais clareia
O Monumento que João ganhou

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

13

Reproduzo o texto da companheira e agora amiga Talyssa Sirino do Paraná.

Originalmente o texto foi publicado no facebook no dia 8 de outubro de 2010.

13

Ao contrário do que muitos dizem, nós somos pessoas esclarecidas.

Nós somos doutores e recém-alfabetizados.

Nós somos brancos, negros e índios. Nós somos mestiços.

Nós somos militantes e simpatizantes.

Nós fechamos a legenda e nós abrimos exceções.

Nós somos o pessoal do rock e do samba.

Nós somos enfurecidos e pacificadores.

Nós somos Atlético e Coxa.

Palmeiras e Corinthians.

Somos Flamengo e todos os outros.

Nós também somos a galera que não curte futebol.

Ateus e religiosos.

Nós somos porra-louca e caretas.

Somos também os que não se encaixam em nenhuma dessas definições.

Nós somos José de Alencar e Drummond.

Nós somos praieiros e a galera do escritório.

Nós somos medo e desejo.

Nós somos homens, mulheres e crianças.

Somos jovens e velhos.

Somos ricos e pobres.

Somos da periferia e do centro.

Somos Sul e Norte.

Somos Nordeste.

Somos de todos os cantos.

Estamos em todas as partes.

Escrevemos certo e errado.

Temos pressa e paciência.

Somos baladeiros, caseiros e frequentadores de bar.

Somos os que se intercalam entre os três.

Somos passionais, e de forma alguma somos apáticos.

Somos trabalhadores, somos guerreiros.

Temos fome e sede de justiça.

Temos opiniões divergentes e convergentes.

Somos tudo isso e respeitamos quem é diferente da gente.

Somos injustiçados e não aceitamos isso.

Somos os brasileiros que vêem, desde 2003, um novo começo de era

de gente fina, elegante e sincera,

com habilidade pra dizer mais sim do que não.

Somos os brasileiros que em 31 de outubro votarão para que o Brasil siga mudando.

E para que, mesmo diferentes, sejamos cada vez mais iguais.

Tallyssa I. M. Sirino.