sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Rio tem 3 nomes cogitados para o Ministério da Cultura

Nas últimas semanas o debate sobre os ministeriáveis da cultura vem tomando grande espaço nos noticiários.

Surgiram nomes de todas as regiões do país e de características diversas. Parlamentares, artístas, acadêmicos, gestores e etc..

Como este blog se propõe a discutir a política cultural no âmbito do estado do Rio de Janeiro, postarei um breve resumo dos nomes do Rio cogitados ao cargo de Ministro(a) da Cultura do governo Dilma Rousseff. 



Ana de Hollanda




Ana de Hollanda - filha de Maria Amélia e Sérgio Buarque de Hollanda - irmã de Chico, Miucha e Cristina. Nasceu em São Paulo em 12/08/1948, é cantora, compositora e gestora cultural reconhecida no país por sua atuação em diversos órgãos públicos, entre estes a Funarte e o MIS (Museu da Imagem e do Som), no Rio de Janeiro.

Como gestora na área pública, esteve a frente do Setor de Música e de vários projetos nacionais e internacionais no Centro Cultural São Paulo, da Secretaria de Cultura da capital paulista, nos anos 80.

Foi secretária de cultura de Osasco/SP entre 1986 e 1988. Em âmbito nacional, foi diretora da Funarte entre 2003 e 2007, tendo sido responsável pelas políticas e atividades da área no Ministério da Cultura. Foi nesta função que reativou o consagrado Projeto Pixinguinha, levando-o a todos os estados e regiões do país. Também conduziu o Projeto Orquestras, o Projeto de Circulação de Música de Concerto, o projeto Concertos Didáticos, o Programa Nacional de Bandas, o projeto Painéis de Bandas de Música, o Pauta Funarte de Música Brasileira e a XV e XVI Bienais de Música Brasileira Contemporânea, no Rio.

Também na Funarte coordenou o processo de criação da Câmara Setorial de Música e apoiou diversos festivais, feiras, encontros e mostras de música em todas as regiões brasileiras e organizou a caravana do Projeto Pixinguinha para o Ano do Brasil na França, em 2006.

Desde 2007, é vice-Presidente do Museu da Imagem e do Som, da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

Carreira artística

Ana de Hollanda também seguiu a carreira artística, que corre nas veias da família. Como cantora e compositora profissional, ela tem quatro discos e interpretações em diversas obras coletivas, além de várias obras suas gravadas por outras cantoras.

Entre 2001 e 2003, a partir de sua ideia original, trabalhou na produção executiva e na pesquisa do documentário “RAÍZES DO BRASIL – Uma Cinebiografia de Sérgio Buarque de Hollanda”.

www.twitter.com/anadehollanda



Emir Sader



Emir Simão Sader (São Paulo, 13 de julho de 1943) é um sociólogo e cientista político brasileiro. De origem libanesa, é graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, mestre em filosofia política e doutor em ciência política por essa mesma instituição. Nessa mesma universidade, trabalhou ainda como professor, inicialmente de filosofia e posteriormente de ciência política. Trabalhou também como pesquisador do Centro de Estudos Sócio Econômicos da Universidade do Chile e foi professor de Política na Unicamp.

Atualmente, é professor aposentado da Universidade de São Paulo e dirige o Laboratório de Políticas Públicas (LPP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde é professor de sociologia. É autor de "A Vingança da História", entre outros livros.

Pensador de orientação marxista, Sader colabora com publicações nacionais e estrangeiras e é membro do conselho editorial do periódico inglês New Left Review. Presidiu a Associação Latino-Americana de Sociologia (ALAS, 1997-1999) e é um dos organizadores e idealizadores do Fórum Social Mundial.




Wagner Tiso






Wagner é filho de Francisco Ribeiro Veiga e de Walda Tiso.

Pianista, tecladista, compositor, arranjador, maestro e diretor musical, começou a estudar música por conta própria em Minas Gerais, onde tocava com Milton Nascimento. Mais tarde teve auxílio e instrução do maestro Paulo Moura. Concentrou-se em piano e teclados e integrou as primeiras bandas em Belo Horizonte.

Foi para o Rio de Janeiro em 1964 e lá atuou em diversos grupos (Sambacana, Quarteto de Edison Machado, Paulo Moura, Som Imaginário) e como acompanhante de artistas, como Marcos Valle, Maysa, Cauby Peixoto, Milton Nascimento. Participa de muitas gravações e faz participações especiais em discos e shows.
Nos anos 70, fez arranjos para Gonzaguinha, Paulo Moura, Johnny Alf, MPB-4, Dominguinhos, o próprio Milton e outros. Em 1978 lança o primeiro disco solo, "Wagner Tiso".

Nos anos seguintes gravou muitos outros discos e compôs trilhas sonoras para cinema, teatro e televisão, recebendo muitos prêmios nessa área. É bastante conhecido no exterior, principalmente na Europa, onde se apresenta com freqüência. Atua também na área da música erudita, e já compôs e orquestrou suítes sinfônicas.

Integrante do Clube da Esquina, logo começou a fazer sucesso no exterior, apresentando-se em Atenas e Montreux, e também acompanhando não só Milton, como também Flora Purim, Ron Carter e Airto Moreira.

Um de seus lançamentos mais recentes foi o álbum “Tocar a Poética do Som”. Trata-se de uma parceria com o guitarrista e violonista Victor Biglione. Gravado ao vivo em 2003, durante dois de seus shows realizados na Casa de Cultura da Universidade Estácio de Sá (RJ), o álbum apresenta ótimas releituras de grandes clássicos da MPB.

Entre suas composições mais conhecidas estão "Coração de Estudante" (com Milton Nascimento), "Bolero", "Mar Azul", "Nova Estrela", "Armina", "Matança de Porco", "Trem Mineiro" e "Baobab". 




segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Plano Nacional de Cultura é do Brasil e dos/as Brasileiros/as

Publicado em www.pt.org.br em 02 de dezembro de 2010.


Morgana Eneile

É com muita alegria que assistiremos a sanção da Lei do Plano Nacional de Cultura pelo Presidente Lula. Não é o primeiro plano para a área da Cultura, já que durante a ditadura militar outros documentos de planejamento mereceram este título, em especial na década de 70. Mas é o primeiro que foi construído com ampla participação da sociedade, com debates em todos os estados da federação e tendo passado pelo crivo de duas Conferências Nacionais de Cultura em 2005 e 2010.

Sendo fruto de um processo tão amplo, o Plano é mais um instrumento da Sociedade do que propriamente do Governo. Para o Executivo, as leis são obrigações a cumprir, cabendo a nós, militantes e ativistas da Cultura, fiscalizar sua implementação bem como contribuir com a avaliação das suas diretrizes através do Conselho Nacional de Políticas Culturas, dos Colegiados Setoriais e de diversos fóruns da sociedade.

Assim como no caso do Plano, o momento que vivemos é especial porque é fruto de ampla participação da sociedade. Um momento em que editais, programas, leis e ideias são construídas por meio de consultas públicas, debates intensos e sem distinção de local ou posicionamento político. Ainda assim, para que tais políticas públicas sejam levadas como Política de Estado é necessário unir mobilização social com a resolução política dos que fazem no dia-a-dia a disputa pelos governos e pelo poder para a condução do Estado. E a instituição que disputa o poder na sociedade, a partir de programas constituídos, são os Partidos Políticos.

Nesse sentido, o Partido dos Trabalhadores trabalha intensamente desde sua fundação para construir junto aos movimentos sociais e culturais políticas públicas de Cultura. É reconhecida em nossa trajetória a participação nas gestões de Cultura em cidades e Estados com referências importantes que ajudaram a constituir parte do que é o Sistema Nacional de Cultura, a valorização de Fundos de Cultura e a participação social como eixo fundamental de todo o processo.

Não é por acaso que a ampla maioria dos projetos de lei que tramitam na Câmara ou no Senado tenha autoria de parlamentares petistas, que atuam com protagonismo na Frente Parlamentar da Cultura.

É legítimo, portanto, neste momento importante de definição do novo governo, que partidos políticos e movimentos coloquem seus principais quadros à disposição da composição da nova gestão. E para um Partido que tem não só bons quadros, mas também uma atuação decisiva na área, isto se torna ainda mais uma obrigação.

Não podemos nos condicionar à lógica das indicações de nomes, condicionando a luta e a busca pela consolidação do projeto ao modelo de que em não tendo um personagem específico se acaba a novela. Consolidar políticas públicas demanda projeto e mobilização. O mais importante é a manutenção e a ampliação de tudo o que tem sido feito até aqui. Somos governo, estaremos juntos e seguiremos sempre na luta por mais cultura para o Brasil seguir mudando. 

 Saudações PeTistas e Culturais


Morgana Eneile é secretária nacional de Cultura do PT.

Um Encontro do PT e de Todas as Suas Caras

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Dia Nacional do Samba e as Políticas Culturais

por Álvaro Maciel


Na minha juventude, por diversas vezes, eu, Maurício, Altair, Julinho e Wanderley Monteiro, descíamos o morro para “reforçar” a roda de samba na casa de D. Vanda Cordeiro, filha de Mário Lago. Nesses encontros, convivemos com bambas do peso de Élton Medeiros, Mariuzinho, Paulão Sete Cordas, Walter Alfaiate (em memória), Délcio Carvalho, dentre outros. Num bate papo entre o historiador Sérgio Cabral e alguns sambistas, pela primeira vez ouvi que nos tempos idos a polícia reprimia as reuniões sociais de famílias negras, somente pela denúncia de que... ”ali tem samba”.
Hoje, quinta-feira 02/11/2010 o RJ -TV mostrou nossa turma reunida lá na Comunidade - Chapéu Mangueira e Babilônia, numa roda de samba. Isso prova que o samba conquistou de vez o seu espaço na sociedade. No entanto, redemocratizar o País perpassa pela democratização da cultura. Sabemos que, além do samba, outras manifestações populares também tiveram reconhecimento negado, explícita ou implicitamente, pela inteligência oficial. Devemos fazer saber, que as grandes peças musicais reconhecidas na Europa têm origem em festas, danças e manifestações musicais oriundas da gente simples do interior, do campo e das aldeias daquele continente.
O popular e o erudito sempre se encontram, não são diferentes do ponto de vista da essência criativa. Então, por que tratar com diferença, um ou outro lado. É importante aqui destacar que, com a conquista do reconhecimento o samba ganha mais força para obter políticas públicas voltadas para ele. O Patrimônio Imaterial é formado por bens que denotam o modo de pensar e de ver o mundo. Portanto, nós do mundo do samba, temos formas, costumes e filosofia próprios. Quando alguém se auto afirma como “sambista”, isso tem um amplo e diverso significado.
Nós, que militamos na área cultural, que participamos no fronte e na retaguarda, temos a obrigação de chamar a atenção da sociedade para esses detalhes. Nossas intermináveis reuniões partidárias pela Cultura, não foram, não são e nunca serão em vão. O samba; de terreiro, partido-alto, de enredo e outras variações; foi reconhecido em 2007, tornando-se Patrimônio Cultural. Esse fato não surgiu assim do nada, precisamos nos lembrar dos companheiros que lutaram nessa empreitada. A postura política assumida por alguns sambistas, juntamente com os militantes da Cultura e gestores públicos do MinC/Iphan, teve influência direta nesse e em outros processos de mudança. A República que já perseguiu tantas manifestações populares, hoje presta sua homenagem ao samba.
Viva o Dia Nacional do Samba!!!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

1º PLANO MUNICIPAL da CULTURA de Petrópolis

Caros amigos e companheiros,
 
É com grande alegria que comunico que está tramitando desde ontem (30/11)na Câmara Municipal de Petrópolis o projeto de lei que cria o 1º PLANO MUNICIPAL da CULTURA. Esse projeto é resultado de um grande esforço coletivo que envolveu a classe artística da cidade, o Conselho Municipal de Cultura e os funcionários da Fundação de Cultura e Turismo de Petrópolis. Importante destacar o apoio incondicional do Prefeito de Petrópolis (PT), Sr. Paulo Mustrangi e do Presidente da FCTP, Sr. Charles Rossi ao projeto. Sem esses dois importantes apoiadores certamente a cidade não estaria hoje comemorando mais essa importante vitória para a CULTURA PETROPOLITANA.
Segue abaixo texto publicado no portal da Prefeitura de Petrópolis.
Saudações Culturais, 


Pedro Troyack