segunda-feira, 28 de março de 2016

Pobreza cai no Brasil e aumenta na América Latina



Este texto abaixo publicado é de autoria de Maria Cláudia da EBC e  tem como base o Relatório 2015 da CEPAL,  publicado no dia 22 deste mês.  É uma ótima síntese do que representa o Brasil para a América Latina e Caribe, em termos de exemplo e de esperança de um mundo mais igualitário. Suas informações nos confirmam a centralidade das questões de gênero e racial em relação aos estudos da  desigualdade social.

Além disso, nos trás também, a firme postura política de Alicia Bárcena, secretária executiva da Cepal, que usou das prerrogativas do seu cargo para enviar uma carta à presidente Dilma Roussef,  na qual  manifesta sua preocupação com a instabilidade política por que passa o Brasil e reconhece os nossos  avanços sociais e políticos alcançados na última década. 

Boa leitura!     

Pobreza cai no Brasil e aumenta na América Latina

  
O relatório Panorama Social da América Latina 2015, divulgado hoje (22) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), registrou uma redução importante nas taxas de pobreza no Brasil. Segundo Laís Abramo, diretora da Divisão de Desenvolvimento Social da instituição, mais de 2 milhões e 750 mil brasileiros saíram das linhas de pobreza e extrema pobreza em 2014.

“Essa diminuição foi mais acentuada entre os indigentes, e isso mostra, justamente, a eficácia e a importância dos programas de combate à extrema pobreza que existem atualmente no Brasil. Sabemos que há uma crise importante, com diminuição do crescimento econômico, com recessão e aumento do desemprego. É muito provável que haja impactos negativos sobre os níveis de pobreza e indigência. Mas vai depender da eficiência da rede de proteção social que existe no país, dos programas de transferência de renda e de instrumentos como o seguro-desemprego”, afirmou Laís.

Alicia Bárcena, secretária-executiva da Cepal, afirmou que enviou hoje carta aberta à presidente Dilma Roussef, em que manifesta sua preocupação com ameaças à estabilidade democrática e reconhece os avanços sociais e políticos alcançados pelo Brasil na última década. “Nos violenta que hoje, sem julgamento ou evidência, usando vazamentos e uma ofensiva midiática, que tem por convicção tentar demolir sua imagem e legado, esforços são multiplicados por minar a autoridade presidencial e encerrar o mandato conferido aos cidadãos nas urnas”, afirmou, em nota.


Em toda a América Latina, entre 2014 e 2015, o número de pessoas em situação de pobreza cresceu de 168 milhões para 175 milhões, o que representa 29,2% das pessoas. Já o número de pessoas em situação de indigência, ou extrema pobreza, passou de 70 para 75 milhões (12,4%).





Fotos: sede da CEPAL em Santiago do Chile / Fonte: Site da CEPAL  


De acordo com o relatório, o aumento é consequência de resultados diferentes entre os países, onde alguns tiveram aumento da pobreza e outros, a maioria, registraram diminuição. Entre 2010 e 2014, por exemplo, houve significativo crescimento da pobreza no México.

O documento ressalta que, nos próximos 15 anos, a maioria dos países da América Latina continuará no chamado bônus demográfico, onde a população em idade de trabalhar é maior que a de aposentados. Bárcena afirmou que este é um momento fundamental para o desenvolvimento de políticas de proteção social e reforçou que será necessária atenção especial à área de saúde e da previdência social, uma vez que o impacto negativo tende a crescer.

Outro dado alarmante é que, em 2013, uma em cada 3 mulheres não tinha renda própria nem autonomia econômica. Segundo Bárcena, a exclusão social afeta muito mais as mulheres do que os homens. De acordo com o documento, a renda dos homens brancos é quatro vezes maior que a das mulheres indígenas e duas vezes maior que a das negras, levando-se em consideração níveis educacionais iguais.

De acordo com a Cepal, o trabalho é a chave mestra para reduzir a pobreza e as desigualdades. No entanto, entre 2014 e 2015, a taxa de desemprego na América Latina aumentou de 6% para 6,6%. O organismo recomenda que os esforços de promoção do trabalho decente, formalização dos empregos e acesso aos mecanismos de proteção social devem persistir.

“Os gastos sociais em educação, saúde e previdência social deveriam ser independentes dos ciclos econômicos. Mas, em momentos como o atual, de crise econômica, os países devem proteger os níveis de gastos sociais. E, nos períodos de crescimento, ampliar o gasto e os investimentos, para reforçar a construção da rede de proteção social”, afirmou Bárcena.

Edição: Maria Claudia  - EBC , fonte:  (http://agenciabrasil.ebc.com.br/d)



  

sábado, 26 de março de 2016

Confira quem quem financiou a campanha contra Lula

Confira aqui como agiram os financiadores do Golpe: Rede Globo, FIESP, setores do Judiciário e da PF, Veja, Isto É, Folha, OAB, IDP , PSDB, DEM, PPS, dentre outros; em relação ao ex-presidente Lula. O grupo gastou muita grana para negativar a imagem de Lula. Está mais do que comprovado o quanto nossa sociedade se tornou imagética e como é perigosa o mal uso dessa ferramenta.

                                 


Eles apostaram milhões tentando desconstruir a figura do líder político mais querido do povo brasileiro. Espalharam centenas de Bonecos Pixulecos por muitas cidades do Brasil e até no exterior. E sempre o JN fazia a cobertura. E ainda chamaram o PT de petralhas, quadrilha, etc. Mas como disse o Brizola “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”. 



Felizmente, o povo brasileiro aos poucos foi se indignando e os ativistas rasgaram muitos bonecos Pixulecos. E hoje o vermelho toma conta das ruas em defesa da Democracia Brasileira. com as recentes evidências do processo golpista diversos pixules foram destruídos. A Rede Globo mais uma vez está envolvida numa campanha golpista com No Brasil, não como colaboradora, mas uma das principais mentoras,


          

Na semana que vem vamos publicar neste blog um documento que comprova a participação da Rede Globo no Golpe de 1964.   ‪#‎opovonaoeboboabaixoaredeglobo‬ , ‪#‎foraGlobo‬

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Eu quero e o Brasil precisa, vote contra!

Em 2010, o Ministério da Educação e a Presidência da Republica, enviaram ao Congresso Nacional o Projeto de Lei que instituía o Plano Nacional de Educação para os próximos dez anos (2011-2020). Contudo, durante anos tramitou pelo Congresso e somente entrou em vigor desde sua sanção e publicação em junho de 2014, através da Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014.

O Plano prevê, na verdade, define diretrizes, metas e estratégias para a educação brasileira orientando as três esferas de governo - municipal, estadual e a união.

No Plano Nacional de Educação fala-se muito pouco sobre gênero. No entanto, no artigo 2º item terceiro, voltado para as superações das desigualdades educacionais, estava contida uma das principais polêmicas geradas. A tão falada “ideologia de gênero”, que afirma que homens e mulheres não diferem pelo sexo, ou seja, não possuem base biológica, sendo apenas uma construção social imposta pela família, pela educação e pela sociedade.  A ideologia de gênero pressupõe livre escolha. Nesta perspectiva não cabe ao conjunto da sociedade e nem as instituições impor a sexualidade de nenhum cidadão e/ou cidadã.

Esta visão de mundo pressionada pelas bancadas religiosas, foi derrotada pelo Congresso Nacional, apesar dos partidos de esquerda – PT, PCdoB e PSOL - terem tentado aprovação, cabia, portanto, à Presidência da República vetar. Prerrogativa que à época não utilizou.

Pois bem, passado isto, os estados e municípios tiverem prazos para aprovação pelas casas legislativas dos respectivos planos. E novamente articulada pelas bancadas religiosas derrotaram país adentro a “ideologia de gênero”.
Diante disso, pode-se concluir que ao ignorar a igualdade de gênero, ignora-se também a subrepresentação política das mulheres, as desigualdades no mercado de trabalho, a violência contra as mulheres, a objetificação sexual na mídia, enfim...

A igualdade de gênero deve ser entendida, como um valor democrático e tão legitimo como a liberdade e a tolerância religiosa. Até hoje não percebemos pelos grupos que defendem a igualdade de gênero, sobretudo o movimento feminista, qualquer ataque às religiões, pelo contrário, essas defendem o Estado laico.

A Escola deve estar preparada para combater as discriminações de gênero, a Escola deve ser um espaço de promoção da equidade de gênero e além de ser o espaço apropriado para dar formação básica sobre sexualidade.

Em 2016, mal começamos o ano e já estamos nos deparando com outro anacronismo - se já não bastava o rebaixamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres no ano passado imposta pela crise econômica e executada pelo Governo Federal - novamente a luta pela igualdade de gênero foi atacada no Congresso Nacional e mais uma vez articulada pela bancada religiosa e caberá igualmente à Presidência da República o veto.

Na Reforma Ministerial enviada pela Presidência da Republica, por Medida provisória nº 696/2015 no que compete ao Ministério das Mulheres, Igualdade Racial, Juventude e dos Direitos Humanos, através de emenda do PRB, foi retirada do texto a expressão “a incorporação da perspectiva de gênero”, ou seja, retira a possibilidade do Ministério ao elaborar suas políticas para as mulheres incluírem as Transexuais. Pra nós, retira, desta parcela da população que paga impostos a condição de sujeito de direitos.

Segundo o que foi noticiado, para a bancada evangélica, a manutenção da expressão significaria a destruição da instituição familiar e a aceitação da existência de um terceiro sexo.

Esta premissa é tão absurda que beira a ignorância.

Recrudescimentos como estes abrem brechas para mais retrocessos. Não à toa, a Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu, aprovou e o Prefeito Nelson Bornier do PMDB/RJ sancionou Lei que veda a distribuição, exposição e divulgação de material didático contendo orientação sobre a diversidade sexual, nas escolas públicas do município. E em seu parágrafo único completa dizendo que o material a qual o caput se refere é os que contenham orientação de combate à homofobia, ou seja, uma lei que incita a violência.

E, ainda em Janeiro deste ano, em São Bernardo do Campo, o Prefeito Luiz Marinho do PT/SP - também pressionado pela bancada religiosa da cidade - cedeu e anunciou que vai elaborar projeto de lei específico para vetar o ensino de diversidade sexual nas escolas. Ainda que o Partido dos Trabalhadores tenha posição clara – favorável - sobre o tema.

É notório que desde 2015 a população Negra, LGBT e as Mulheres na sua intersetorialidade vêm sendo agredida e sofrendo perdas cotidianamente. A crise política e econômica que estamos atravessando tem contribuído para que estas questões se apresentem como menos importantes. Contudo, não há democracia possível sem que todas as representações existentes na sociedade estejam incluídas ou reconhecidas como sujeitos de direito.

As transexuais não podem ser vitimas de Deus! O Estado precisa ser laico e, sobretudo, precisa garantir o pacto social e, portanto, o estado democrático de direito.

Hoje e mais uma vez vimos pedir aos Senadores e Senadoras do Partido dos Trabalhadores que respeitem a militância e suas formulações e acúmulos nesta pauta e votem contra as emendas propostas pelo PRB na MP696/2015. As mulheres e a população LGBT reconhecidamente constroem este Partido que sempre teve e, ainda tem, a superação de todas as formas de desigualdades e preconceito como bandeiras intransponíveis. Essa, portanto, é uma pauta e uma luta do PT. E dela não podemos fugir. Na Câmara dos Deputados, o PT votou contra. Esperamos a mesma decência dos nossos representantes no Senado.

A luta continua, sempre e delas não podemos fugir!

Fabiana Santos, ex-membro do coletivo nacional de mulheres do PT e ex-superintendente de políticas intersetoriais para as mulheres do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Adriana Mota – ex- superintendente de estado de políticas de enfrentamento a violência contra as mulheres e ex-subsecretaria de Políticas para as Mulheres do Governo do Estado do Rio de Janeiro e militante do setorial de saúde do PT/RJ
Ana Lipke – médica cardiologista e ex-vereadora do PT-Rio
Angela Fontes – EX - Secretaria Adjunta da Secretaria de Articulação Institucional e Ações Temáticas da SPM-PR e militante da 1ª Zonal DM-Rio
Angélica Jesus dos Santos – Secretaria de Mulheres do PT de São João de Meriti
Bianca Lessa – Mandato do Deputado Estadual Carlos Minc e militante do PT
Carla Wendling – Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro
Claudia Le Cocq – Presidenta da 1ª Zonal do DM-Rio e membro do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher/RJ
Cristina Dorigo – Membro do Coletivo Nacional do PT e membro do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher/RJ
Eliane Cacique – Subsecretaria Municipal de Industria Naval de Maricá e Comissão Executiva Estadual do PT/RJ
Elizabeth Frota – Forum Feminista do Rio de Janeiro
Elizabeth Rodrigues – Secretaria de Mulheres da 1ª Zonal do DM-Rio
Inês Pandeló – ex- Deputada Estadual/Rio de Janeiro
Leila Regina – Secretaria de Mulheres do PT de São João de Meriti e Ex-Secretaria de Direitos Humanos e Igualdade Racial da Prefeitura de São João de Meriti
Lucivania Soares – Secretaria de Mulheres de São João de Meriti e Mandato do Deputado Estadual Waldeck Carneiro
Marcilene Souto – Coordenadora de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de Niterói e membro da Comissão executiva Estadual do PT/RJ
Mara Santos – Ex-Superintendente de Política para as Mulheres de São João de Meriti e Ex- Superintendente de Políticas paras Mulheres do Governo do Estado do Rio de Janeiro

segunda-feira, 23 de novembro de 2015


Em homenagem póstuma, Luiz Gama recebeu da OAB título de "advogado"

Patrono da cadeira nº 15 da Academia Paulista de Letras, poeta, advogado, jornalista e um dos mais combativos abolicionistas de nossa história, depois de 133 anos de sua morte, Luiz Gama recebeu na terça feira , 03/11, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seu título de advogado. A homenagem aconteceu na Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo, na qual neste mês de novembro, que se celebra a Consciência Negra, promove uma série de debates em homenagem a Luiz Gama.



Negro liberto, nascido em 1830, que se tornou libertador de negros, Luiz Gonzaga Pinto da Gama ficou conhecido como um rábula que conseguiu alforriar, pela via judicial, mais de 500 escravos. O rábula exercia a advocacia sem ser advogado. Filho da africana livre Luiza Mahin, uma das principais figuras da Revolta dos Malês, com um fidalgo branco de origem portuguesa, de uma rica família baiana, mas amante da boa vida e dos jogos de azar.

Depois que sua mãe foi exilada por motivos políticos, Luís, com apenas 10 anos, foi vendido como escravo pelo próprio pai, sendo levado para o Rio de Janeiro e depois para São Paulo.   Alforriado sete anos mais tarde, estudou direito como autodidata e passou a exercer a função, defendendo escravos.


Ele bem que tentou cursar direito no largo São Francisco. Mas a aristocracia cafeeira da época não permitiu, porque ele era negro, atesta Câmara. Mesmo assim, era assíduo frequentador da biblioteca de lá. O  jurista Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça, afirma que Gama foi o negro mais importante do século 19.


Faleceu em 24 de agosto de 1882, seis anos antes de a Lei Áurea ser promulgada. Dez por cento da população paulistana, de acordo com estimativas da época, compareceu ao seu enterro - São Paulo contava então com 40 mil habitantes.


A multidão começou a chegar ao Cemitério da Consolação, onde ocorreu o sepultamento, ao meio-dia - o enterro estava marcado para as 16h. Não houve transporte oficial para o cortejo fúnebre. Do bairro do Brás, onde ele morava, o caixão veio passando de mão em mão até chegar à sepultura, num gesto coletivo.  ( fonte: sites da CUT e da UOL Educação, e matéria do jornal O Estado de São Paulo).


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Dia do Ator/Atriz

Homenageamos  neste dia nossos atores e atrizes, Lino Roca, Gizele Perim, Ana Lúcia Pardo, Claudia Byspo, Geovane Barone, Henrique Palmiery, Adriano Evangelista, Leandro Santana, Mauro Lima, Reinaldo Santana, Felipe Barbosa, Silvia de Mendonça, dentre outros, que fazem parte deste grupo de  luta pela cultura .

São muitos os nomes consagrados no Teatro Brasileiro, como  Antônio Pitanga,  Ruth de Souza, Lázaro Ramos, Glória Menezes,  Milton Gonçalves, Isaura Bruno, Iléa Ferraz, Aduni Benton, Taís Araújo, Chica Xavier,  Camila Pitanga, Neuza Borges, Jacira Silva, Zezé Motta, Cléa Simões, Lea Garcia, Negra Li, Isabel Filards, Lucy Ramos, Sheron Menezes... e muitos nomes mais, responsáveis por tantas emoções e alegria.

Mas a magia do teatro independe da fama, ela é feita de amor, dedicação e muita técnica para decorar textos de diversos temas e  interpretar diferentes personagens.    

Parabéns aos atores e atrizes do Brasil pelo dia de hoje.