quarta-feira, 12 de abril de 2017

Assista aqui ao programa eleitoral do PT exibido na TV no dia 11/04/2017




O Programa eleitoral do Partido dos Trabalhadores tem 10 minutos e foi exibido em rede nacional de TV . Veja e compartilhe!



Em programa partidário que foi ao ar hoje, o PT fez uma comparação direta entre os governos Lula e Temer. Durante os dez minutos da peça publicitária, o partido defendeu os programas sociais criados durante o mandato do petista em comparação a medidas de austeridade adotadas pelo presidente Michel Temer, como o corte no programa Minha Casa Minha Vida. Colocadas lado a lado, reportagens contrastaram avanços no governo do PT com quedas nos índices de desemprego, aumento da idade da aposentadoria e sobre a Lava-Jato.

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Em sua aparição, o ex-presidente Lula defendeu as medidas econômicas do PT. Imagens do ex-presidente foram gravadas na inauguração da transposição do Rio São Francisco, em Monteiro, na Paraíba. "O povo não é o problema. Sempre foi a solução", disse o ex-presidente.

Além de Lula, o presidente do partido, Rui Falcão, também fez uma aparição no programa. Falcão defendeu que o governo petista foi o que mais combateu a corrupção. Por meio de uma comparação de reportagens, o programa comparou os governos de Lula e Dilma com o de Temer. Entre as publicações lembradas no program estava o vazamento de um diálogo entre o senador Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Na conversa, Jucá faz críticas à operação Lava-Jato e insinua que se deve “estancar a sangria”.

Ao final do programa, o partido fez uma convocação, sem narração, para a greve geral do dia 28 de abril.

Ainda em período pré-eleitoral, o partido não fez menções a uma possível candidatura do ex-presidente. No entanto, o presidente do partido, Rui Falcão, abordou a questão.

"O que eles querem com acusações falsas, mentiras e perseguição é impedir que o Lula volte a ser presidente", afirmou Falcão.

Segundo Rui Falcão, os opositores do partido afirmaram que, com a saída do PT da Presidência, tudo melhoraria o que, segundo o petista, não ocorreu. O programa, no entanto, não conta com nenhuma aparição da ex-presidente Dilma Rousseff.

O programa levado ao ar pelo partido gira em torno de uma estudante de jornalismo que conseguiu uma vaga em uma universidade graças ao ProUni. Produzindo um filme sobre os programas sociais, a estudante entrevista alguns beneficiários de medidas adotadas durante os governos do PT.

O partido acompanha o ex-presidente na inauguração simbólica da transposição do rio São Francisco, em Monteiro, na Paraíba. O projeto foi iniciado pelos governos do PT, mas inaugurado durante o governo Temer. Segundo o partido, Temer tenta levar o crédito pela realização da transposição.

Antonio Pitanga, golpe e contragolpe - As contradições do Brasil movem o memorial de um pioneiro da luta negra



O golpe produz momentos de ironia involuntária e, pela própria natureza morosa da concepção, o cinema brasileiro tem sido um observatório privilegiado desse fenômeno. Filmes que foram concebidos durante o governo de Dilma Rousseff e/ou ao longo da era petista e, portanto, poderiam ser obras de situação, agora se veem obrigados a nascer na resistência, sob a égide do Brasil golpista de 2017.

É o caso de Pitanga, um documentário sobre o ator baiano Antônio Pitanga, dirigido pela filha dele, a também atriz (carioca) Camila Pitanga, em duo com o cineasta paulista Beto Brant (de Os Matadores, O Invasor e Cão sem Dono, entre outros).

Pitanga não é apenas pioneiro do empoderamento negro brasileiro, pela infinidade de filmes de que participou desde o fim dos anos 1950 (e em especial no movimento sessentista do cinema novo). Foi vereador carioca por dois mandatos pelo Partido dos Trabalhadores e é marido da ex-governadora fluminense Benedita da Silva, também petista.

Entre 2002 e 2003, foi “primeiro-damo” (como gosta de dizer) negro de uma governadora mulher, negra e ex-favelada. No contrapé, Pitanga, o documentário, leva a assinatura parceira da Globo Filmes e do canal noticioso GloboNews, o mesmo aparato midiático que teve papel nuclear na derrubada de Dilma.

Tal como o homem que é ligado ao candomblé e está casado com uma mulher evangélica, ele tem sido um hábil malabarista a se equilibrar entre a esquerda progressista e a direita reacionária, o racismo branco e a resiliência negra, a Rede Globo onde a filha trabalha e o PT em que a esposa milita.

Camila, Pitanga, Benedita e Antônia, filha de Camila

O artista negro explica a habilidade em circular desde sempre em meio a um status quo flagrantemente hostil a tudo que ele significa e representa: “Eu não posso deixar de usar uma tribuna, sem deixar de ser eu, Antônio Pitanga, para fazer a minha fala, levar meu filme, meu discurso, meu pensamento. Qual é o espaço que eu tenho? Eu tenho esse espaço, que se associa com o projeto, tem uma admiração pelo projeto. Eles estão me dando essa chance, eu tenho de usar essa tribuna”.

Ainda que Pitanga (e, por contiguidade, todo o PT e o campo progressista que compuseram e compõem com o status quo global) se mova pelas tribunas inimigas, ele não economiza palavras ao interpretar o golpe de 2016.

“Nasci em 1939. Vi sair Dutra, chegar Vargas, suicídio de Vargas, Café Filho, Jânio, golpe, Jango, golpe. Com 77 anos achei que isso não fosse mais acontecer. Estamos vivendo um golpe mais trágico, porque esse não tem armamento. São os caras travestidos de civis, mas muito bem organizados. Todos os poderes estão conectados, sejam o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal, sejam os meios de comunicação. Estão todos conectados. Mas a gente não deve deixar de fazer, a minha profissão é essa. A minha maneira de pegar uma AR-15 é fazer filmes, teatro.”

No fio da navalha de ser protagonista de novelas da Globo, Camila reafirma o sangue do pai ao enfrentar o mesmo tema. “Foi no meio da caminhada do processo de montagem do filme que este país de hoje eclodiu no golpe, nestes desmandos” , diz a atriz.

“A cada dia somos alvejados por milhões de notícias que fazem a gente voltar no tempo, com o desmonte dos direitos dos trabalhadores, um cenário horrível. Eu jamais imaginaria que a gente estaria mostrando o filme neste cenário, mas, uma vez que ele dialoga com este momento, acho que vem como um respiro fundamental.”

O pai se orgulha de ter pressionado o autor de novelas globais Silvio de Abreu a incluir na trama de A Próxima Vítima (1995) um núcleo negro, de “família normal”, no qual ele interpretava o pai e Camila era um dos filhos. “Falo sempre que sou um capoeirista mental. Quero trabalhar com o intelecto dos contragolpes. Não dei um golpe, quem deu golpe são eles. Aliás, um golpe em todos os sentidos.”

A filha responde se é possível a combinação intrincada de lutar contra o golpe, ser funcionária da Globo e produzir, com apoio e divulgação da mesma corporação, um documentário que tem DNA antigolpe. “Não posso falar pela empresa. Eu falo por mim, pelas minhas ideias e ações. Exerço a minha liberdade, e sou respeitada lá na empresa, até mesmo por isso. Nunca deixei de falar as coisas que eu penso por nada, nem por ninguém. Eu penso o que penso e me coloco de acordo com o que eu sinto, sem nenhum cerceamento.”

Tampouco o codiretor Beto Brant usa tons de cinza para abordar o substrato político no parto de Pitanga. “O PT é um partido que ficou muito tempo no poder, e muita gente fisiologicamente pulou para dentro. Não nego que foi uma bandalheira, mas o pior de tudo é que os caras mais corruptos estão lá e inclusive deram esse golpe de Estado e estão fazendo o desmonte de várias conquistas sociais que o PT promoveu, como na questão trabalhista, na previdenciária, na educacional. Acho importante neste momento temerário, de intolerância, em que as pessoas começaram a falar merda na rua e ser aplaudidas”, diz.


Brant, Camila e Pitanga

Na situação ou na oposição, o documentário é por natureza uma obra de resistência, na opinião do diretor: “Não é um filme de ressentimento, de rancor, de mágoa. O Pitanga mostra seu valor por aquilo que ele afirma”.

O desassombro com que Brant e os Pitanga comentam a tragédia brasileira de 2017 leva a refletir sobre o silêncio dos artistas em relação ao golpe. Eles estão mesmo calados e medrosos, ou não se posicionam, por que os jornalistas não perguntam?

O cineasta afirma que, não, nenhum jornalista lhe perguntou antes se estamos ou não sob golpe de Estado. O documentário é uma passarela pela qual desfilam, ao lado de Pitanga, nove entre dez personalidades cruciais da geração do ator. O amigo e correligionário Luiz Inácio Lula da Silva não comparece.

por Pedro Alexandre Sanches

Fonte:  Carta Capital, em 09/04/2017


Beto Brant 

Set de gravação 

Camila e Caetano


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Luiz Sérgio critica fim do Ciências sem Fronteira

 


O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) criticou, em pronunciamento no plenário, decisão do governo ilegítimo de Temer de acabar com mais uma das políticas públicas bem-sucedidas dos governos petistas. “A vítima desta vez é o Ciência sem Fronteiras, um programa estratégico, de inclusão social, pois permitiu a participação de negros e jovens de famílias com renda de até três salários mínimos. Se não fosse o Ciência sem Fronteiras esses jovens nunca teriam a oportunidade de ter acesso a universidades em outros países”, disse.

Para Luiz Sérgio, “é um retrocesso acabar com o Ciência sem Fronteiras, programa inspirado em experiências da China e da Índia. É lamentável que este governo insensível de Michel Temer, que quer acabar com a aposentadoria dos brasileiros, agora acabe com um programa exitoso como esse”, reiterou o petista.

Gizele Benitz
Foto: Gustavo Bezerra

Fonte: O PT na Câmarta

quarta-feira, 5 de abril de 2017

JAMAIS IREI TORCER CONTRA O MEU PAÍS OU CONTRA O NOSSO POVO

Dilma com negras e negros universitários 

Fico aliviado em não ter, em nenhum momento desconfiado da integridade da nossa Presidenta e do compromisso do meu Partido em garantir que a democracia e a justiça fossem alicerce naqueles tristes períodos de 2015 e 2016.

Agora, aqueles e aquelas que foram para as ruas gritar que a "nossa bandeira jamais será vermelha" estão vendo a bandeira que eles tanto defendiam ser roída, entregue ao capital estrangeiro e Não fazem nada!

Fica provado o quanto eram massa de manobra de quem nunca perderá o seu status social, ou seja, serviram as elites e a burguesia deste país e ainda perderam, perderam aquilo que o nosso projeto de governo havia garantido nestes últimos 14 anos. Conclusão, foram verdadeiros e verdadeiras Idiotas e agora são Covardes!

A presidenta Dilma nos braços do povo brasileiro

Quanto a nós; Negros e Negras, Proletários e Proletárias, Brasileiros e Brasileiras de verdade; continuaremos onde sempre estivermos, NAS RUAS! Porque nunca fomos alienados e alienadas nem antes do Golpe, muito menos agora com a perda da nossa dignidade e a venda do nosso país.

Porém, espero que a massa que foi lesada neste processo acorde, se arrependa e junte-se a nós, pois o rolo compressor vai continuar passando e a cada dia que este golpista continuar no comando do Brasil, será mais um dia de perda.

Não dá para esperar outubro de 2018, o jogo tem que virar para o nosso lado AGORA!

Freitas Madiba
Membro do Setorial de Cultura do PT Bahia
Coordenação Nacional de Entidades Negras - Fórum Bahia

Presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Salvador/BA

Um governo democrático

domingo, 2 de abril de 2017

Martinho da Vila – dá aula no Rio e vira enredo em São Paulo



No dia 21/03, no Rio, foi realizada a histórica Aula Magna com Martinho da Vila; evento organizado pela Coordenadoria de Experiências Religiosas Tradicionais Africanas, Afro-brasileiras, Racismo e Intolerância Religiosa (ERARIR/LHER/UFRJ), vinculada ao Laboratório de História das Experiências Religiosas (LHER/UFRJ). 

Destacamos a grande parceria com o Instituto de História da UFRJ, que participou da produção, etc. e ainda cedeu o seu Salão Nobre, no Largo de São Francisco, para realização do evento. Da Secretaria Estadual de Cultura do PT/RJ estiveram presentes o secretário Álvaro Maciel, acompanhado de Teo Lima e Rodrigo Nascimento Policarpo, membros titulares  do Coletivo Estadual. 

Martinho da Vila, cantor, compositor e escritor é uma referência do samba da cultura brasileira. Recentemente  ele   voltou às salas de aula aos s79 anos, como aluno do 5º período de Relações Internacionais em uma universidade particular na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O músico tem sido um estudante bastante aplicado e se destaca entre os colegas, conforme divulgou o jornal Extra. 

Autor de 14 livros que falam de  samba, história e política, Martinho, escolheu o curso de Relações Internacionais  por causa de seu como embaixador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLT). É o próprio Martinho que costuma dizer: “Já pratico relações internacionais há muito tempo, mas eu queria pegar um pouco de conhecimento mais teórico”.

Sua aula teve conversa, leitura de texto e cantos. Martinho deixou evidente a sua opinião sobre o atual estágio da luta racial no país. Para ele o racismo como doença quase não existe mais no Brasil. Porém, ainda praticamos em larga escala a discriminação racial.

“Racismo é uma doença quando alguém acha que o negro não é nada e não serve para nada. Mas isso agora fica apenas entre poucas pessoas, a juventude não pensa mais assim. A classe dominante, embora não tenha esse racismo, continua a praticar a discriminação racial,  quando opta por empregar negros em cargos subalternos e negar a eles os cargos mais importantes”.

Martinho citou o exemplo dos Estados Unidos, um país racista,  onde os negros conseguem ocupar cargos maiores e estratégicos ao país. No Brasil isso ainda é muito raro.

 Martinho da Vila Vira Enredo


No dia 23 de março, na quinta feira, três dias depois da Aula Magna, em São Paulo, a Unidos do Peruche anunciou que terá Martinho da Vila no carnaval de 2018. Mauro Quintaes, ex-carnavalesco da Unidos da Tijuca será o responsável por desenvolver o enredo da tradicional escola da Zona Norte da Capital paulistana, que já se reuniu com Martinho e finalizou com ele os detalhes. 




O enredo será feito com auxílio do sambista e percorrerá os seus 80 anos de vida e 50 anos de carreira. Ednaldo Santos, diretor de Carnaval, declarou que confia que a escola brigará definitivamente pelo título de campeã do Carnaval em 2018:

“A escola está apostando muito alto com esse enredo. Martinho é um ícone da história brasileira, um ícone do samba. Uma história linda de uma riqueza imensa. Com certeza vamos brigar pelo título”. 

A Unidos do Peruche voltou ao Grupo Especial em 2016 e neste ano conquistou a 11ª colocação ao cantar a cidade de Salvador no Anhembi. Por coincidência, Martinho da Vila completará seus 80 anos no dia 12 de fevereiro, em plena segunda-feira de Carnaval. 

Parabéns ao carnavalesco Mauro Quintaes pela brilhante iniciativa e palmas para Unidos do Peruche  pelo excelente investimento que, com toda certeza, engrandecerá ainda mais o Carnaval de São Paulo.

Secretaria Estadual de Cultura do PT -RJ