sábado, 12 de agosto de 2017

Nota de Falecimento - Morre aos 79 anos Carlos Araújo




Morreu neste sábado, 12/08,  o ex-militante da guerrilha contra a ditadura, ex-dirigente partidário e ex-deputado estadual no Rio Grande do Sul, CARLOS ARAÚJO.

A Secretária Estadual de Cultura - PT RJ comunica a morte de Carlos Araújo, 79 anos,  ex-deputado (PDT) e ex-marido de Dilma Rousseff.  Carlos participou da Juventude Comunista e lutou contra a  contra o regime militar. 

Relação de companheirismo com Dilma – “Eu tenho muito orgulho de ser companheiro da Dilma. Sempre nos identificamos. O nosso bom companheirismo persiste até hoje. Eu sempre fui advogado de gente pobre. Sempre fui uma pessoa de esquerda. Com a ditadura não vi outra saída a não ser partir para a luta armada. Formamos uma organização chamada Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), e praticávamos ações de desapropriação de bancos. Buscávamos dinheiro no banco para comprar armas. Também fizemos algumas ações em quartéis para pegar armas. Praticamos ações sociais também: pegávamos caminhões de carne na baixada fluminense e distribuíamos em favelas.” ( trecho da entrevista dada ao jornal Da Hora).

Carlos  e Dilma  foram  casados por mais de 20 anos e tiveram uma filha, Paula. Foram presos juntos e sofreram os horrores da ditadura, inclusive, a tortura. 

Nossas condolências aos familiares,  amigos e companheiros de Carlos Araújo.

Carlos Araújo presente ! Carlos Araújo presente ! Carlos Araújo presente !


Secretaria Estadual de Cultura – PT/RJ

Lula e Dilma no Rio – Emoção em dose dupla

 
(por Álvaro Maciel)


Nesta sexta feira , 11/08,  o Rio recebeu de uma só vez dois ex-presidentes do Brasil,  Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula,  da Silva.  A Faculdade de Direito da UFRJ ficou pequena.  Desde às 16h as pessoas começaram a chegar e uma extensa fila se formou.   

O evento  de lançamento do livro "Comentários a uma sentença anunciada - O processo Lula"  virou um grande ato político em defesa de um Brasil democrático.  Os autores, advogados e juristas, criticam a  condenação  de lula pelo  juiz federal Sergio Moro no caso do triplex do Guarujá . Antes, durante e depois a euforia do público dava o tom do evento pela emoção de poder conversar com Lula e Dilma ao mesmo tempo.  





sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Morre Luiz Melodia – um dos ícones da Música Brasileira




Por Álvaro Maciel

É com imensa tristeza que a Secretaria de Cultura do PT RJ comunica o falecimento do cantor Luiz Melodia, que nos deixou nessa sexta-feira, 04/08, aos 66 anos, no Rio de Janeiro (RJ), após intensa luta contra um câncer.

Luiz Carlos Santos, nascido e criado no Morro do Estácio, no Rio de Janeiro.  Sofreu influência musical de Ismael Silva, Noel Rosa, Jorge Bem e tantos outros; mas foi com seu pai, que era músico e compositor, que tudo começou. Cantavam juntos em pequenos shows e festas da comunidade.  Desde muito cedo, se recusava a tocar só samba, a música mais comum entre os moradores do morro. Com o tempo passou ser conhecido pelo excepcional talento. Fez-se plural. Uma luz musical... E se fez Melodia.

Luiz Melodia procurou linguagens musicais de diversos tipos até adquirir um estilo único. Estilo que Gal Costa, sua madrinha musical, revelou ao mundo ao gravar Pérola negra.



O próprio Melodia costumava afirmar em entrevistas que ter sido interpretado no show de maior sucesso da Gal, "Fa-Tal: Gal a Todo Vapor", em 1972, foi um divisor de águas em sua vida. Em seguida , em 1973, gravaria seu meu disco com o mesmo nome: Pérola negra. O Morro do Estácio e sua paixão pela música o acompanharam o tempo todo sua trajetória musical.

Melodia celebrou 40 anos de carreira, em 2012, com uma turnê pela Europa.  Em 2017 completou 45 anos de estrada, que não puderam ser comemorados devido a sua internação para o tratamento. 

A morte de Luiz Melodia causou comoção no meio social e cultural. Pessoas simples, fãs, cantores e artistas de todas as áreas encheram às redes sociais de homenagens ao cantor e compósito da Música Popular Brasileira que marcou sua geração com seu estilo único.

Nossas condolências aos parentes e amigos mais próximos de Luiz Melodia. Que sua luz musical nos ilumine para sempre, agora como uma estrela no firmamento.


Secretaria Estadual de Cultura do PT-RJ

domingo, 30 de julho de 2017

Os impactos da reforma trabalhista na vida da população negra




 Artigo de Almir Aguiar

Mas este trágico projeto atinge em seus efeitos mais nocivos, o trabalhador brasileiro, a vítima central do golpe. Na base da pirâmide social estão os mais afetados pela reforma trabalhista: os pobres. E todos sabemos que na grande massa que está nos empregos de menores salários, no mercado informal ou mesmo à margem de todo o processo da vida econômica da sociedade, estão os negros e negras.
  
A reforma trabalhista, aprovada e sancionada pelo presidente Michel Temer (PMDB) é, sem dúvida, o maior retrocesso social da história de nosso país. O que o governo e a mídia tratam como “modernização” e “flexibilização” é, na verdade, uma visceral retirada de direitos e a destruição da mais importante rede de proteção dos direitos trabalhistas, conquistado pelos trabalhadores no governo Getúlio Vargas, a nossa CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Avançar significaria promover mudanças na legislação trabalhista para ampliar direitos e não suprimir o que conquistamos em décadas de lutas.

O empresariado nacional parece não compreender que, em nome da superexploração da mão-de-obra, promover subempregos e trabalho precário, salários reduzidos e empregados doentes, além de resultar num caos social, irá estagnar o consumo e, por conseguinte, a produção da indústria nacional e toda a economia. Diante de um processo desastroso que inviabiliza o setor produtivo e, por isso mesmo, a geração de emprego e renda, a única explicação para o empresariado defender mudanças que só beneficiam o capital especulativo e os bancos, é que nossos industrias vivem hoje muito mais da ciranda financeira do que da produção de mercadorias, bens e serviços  e moram no exterior, olhando para o Brasil meramente como colônia entregue aos interesses internacionais e sua gente como mão-de-obra a ser espoliada. 

Mas este trágico projeto atinge em seus efeitos mais nocivos, o trabalhador brasileiro, a vítima central do golpe. Na base da pirâmide social estão os mais afetados pela reforma trabalhista: os pobres. E todos sabemos que na grande massa que está nos empregos de menores salários, no mercado informal ou mesmo à margem de todo o processo da vida econômica da sociedade, estão os negros e negras. Como se não bastasse receberem 40% a menos de média salarial em relação aos trabalhadores não negros, e serem os mais atingidos pelo desemprego - 28,5% entre negros e pardos e 9,5% entre brancos, segundo o IBGE, a comunidade afrodescendente terá de submeter às condições ainda mais precárias de trabalho, onde ocupam as funções mais exploradas e menos remuneradas. O que já é trabalho precarizado, agora vai se tornar muito pior.

Os setores médios da sociedade que não se iludam. O avassalador desmonte do estado social atinge também a classe média assalariada e aniquila a utopia de nosso processo civilizatório e o sonho de construirmos uma nação rica e justa para todos.

O desmantelamento do estado e das políticas socais promovidas pelo governo Temer não poupou nem mesmo a educação, que deveria ser a prioridade das prioridades. Eliminou o programa nacional de combate ao analfabetismo, e o Pronatec, restringindo o acesso ao Fies. As medidas castram o direito ao saber técnico e acadêmico e às oportunidades e melhores condições no mercado de trabalho acalentadas por milhões de jovens brasileiros. Mais do que isso, retrocede o Brasil a mais absoluta dependência de domínio tecnológico e a condições desumanas de vida e de trabalho do povo brasileiro, onde, como sempre, a população negra, que são as mais afetadas. Setores como construção civil e de trabalho doméstico, onde homens e mulheres negros e negras são maioria, sofrerão ainda mais com a superexploração e a retirada de direitos.

No setor bancário, que tem um universo de 500 mil trabalhadores, só 24,7% são negros. A reforma, que atinge a toda a categoria, recairá ainda com mais força sobre trabalhadores negros e negras, que trabalham nas funções de menor visibilidade e inferior remuneração. A mulher negra, que já sofre a discriminação de raça e gênero, sofrerá ainda mais, inclusive com a permissão de que grávidas e gestantes possam trabalhar em lugares insalubres, o que atinge também as mães brancas.

O projeto de sociedade patriarcal, preconceituosa, racista, de uma elite mesquinha e perversa que está em curso desde o golpe que derrubou o governo democrático e popular de Dilma Roussef, aprofundou a crise econômica, social e moral do Brasil. A saída, como a história nos ensina, não está na tecnocracia acadêmica e muito menos nos políticos corruptos e usurpadores do poder. Querem o estado mínimo para pobres e negros, e benesses máximas para atender a ganância desvairada das elites. Estão promovendo mais concentração de renda, injustiça social e submissão do Brasil ao capital internacional. A saída está, como sempre esteve, na reação e mobilização popular, onde trabalhadores e trabalhadoras de todas as raças e credos sejam os sujeitos históricos e criem um ambiente favorável para que possamos construir uma nação justa e soberana e para que o povo brasileiro possa conquistar, definitivamente, sua liberdade e emancipação. Um Brasil de todos e para todos.


Almir Aguiar é Secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Diretas Já - meu candidato é Lula


“Quando a gente está em processo, não constrói plano B,
que só serve para dar força ao inimigo...”

Em entrevista a rádio paraibana, Dilma Housseff defendeu eleições diretas e afirmou que Lula seria seu candidato: “Sou a favor que agora outrem governe o país. Atualmente, tenho um candidato do meu coração e da minha razão. É o Lula, nosso querido nordestino Lula”.

Ela ainda ressaltou que não pensa sequer em alternativas. “Quando a gente está em processo, não constrói plano B, que só serve para dar força ao inimigo que quer tirar Lula da eleição.”
Sobre a perseguição jurídico-midiática da qual o ex-presidente Lula é vítima, Dilma afirmou que ninguém deve estar nem acima, nem abaixo da lei. “Acima da lei não há ninguém, nem os que julgam. Ninguém pode estar abaixo da lei, nem cidadão, nem imigrante.”
“Acho que qualquer lei de abuso de autoridade tem que existir é muito bem-vinda, porque regula o arbítrio de quem quer que seja. Notadamente só tem autoridade quem tem poder. Qualquer outra coisa é colorir a tentativa de assegurar privilégios.”
Para a presidenta legítima, “Lula não sofreu só com abuso de autoridade, mas acho que está em curso em relação ao Lula é o lawfare. É um paralelo com a guerra. A guerra quer destruir o inimigo fisicamente, mas no mundo democrático ocorre o uso da lei como arma para destruir do ponto de vista civil uma pessoa. Julga, condena, pune e tira as condições morais e éticas dela se construir e se colocar politicamente. Ela tem como decorrente a justiça do inimigo. Você não quer julgar, quer destruir.”
Dilma ressaltou que não existem provas de que Lula seja proprietário de qualquer apartamento, como afirma o juiz Sérgio Moro.

“O juiz foi muito pautado por aquele procurador que dizia não ter provas, mas convicções. Aí você cria situação perigosa, porque não se pode romper com o princípio básico da democracia, de que todos são iguais perante a lei. Quando você cria um único que não é igual, você entra no perigoso terreno do fascismo.”
“Acredito que a democracia é a coisa mais importante que nós temos. Sempre que o Brasil teve democracia, ele cresceu. Sempre que a democracia foi reduzida, o Brasil perdeu. Nós precisamos de processo de eleições diretas sem casuísmo, sem tirar ninguém do pleito. O Brasil precisa se reencontrar, precisa de um pacto por baixo, alguém eleito pelo povo.”
“Não vamos mais fazer essa brincadeira perversa que corrompe o país, que é o impeachment sem crime de responsabilidade. Outra decorrência desse golpe é o processo de ódio e intolerância que faz crescer a extrema direita”.


Da Redação da Agência PT de notícias